"Sempre há umha primeira vez": NÓS-UP apresenta a campanha para as Eleiçons europeias

[Informaçom tirada do web de NÓS-Unidade Popular. Nela podes encontrar mais informaçons e fotos sobre a campanha da esquerda independentista]

Segundo declaraçons realizadas hoje em Ferrol numha comparecência com diversos meios de comunicaçom para dar a conhecer os principais eixos da campanha eleitoral da esquerda indepedentista ao Parlamento Europeu, o Responsável Nacional de Organizaçom NÓS-Unidade Popular, Bruno Lopes Teixeiro, afirmou que parte dos objectivos da candidatura já fôrom atingidos. "A recolha de mais de 21.000 assinaturas em dez dias nom só foi umha demonstraçom da capacidade organizativa da Unidade Popular, do grau de compromisso e implicaçom da filiaçom, foi determinante para ganhar referencialidade, para socializar entre amplos sectores do povo trabalhador e da mocidade galega que o 13-J tem oportunidade de apoiar umha candidatura de esquerdas, independentista e feminista, mas especialmente foi importante porque serviu para transmitir confiança, seriedade, e prestigiar ao projecto sócio-político independentista. Foi a melhor pré-campanha que pudemos ter realizado. Em pouco mais de umha semana, de forma fugaz e superficial, mas directa e sem filtros, na rua, nos centros de trabalho e ensino, nos lugares de lazer e tempo livre, etc, NÓS-UP, a filiaçom e simpatizantes de NÓS-UP, contactamos com umha massa populacional que oscila entre as 45 e as 50 mil pessoas ".

"Estas eleiçons estám concebidas como ginástica política"

À pergunta de quais som os objectivos eleitorais, Bruno Lopes Teixeiro respondeu que "para NÓS-UP estas eleiçons estám basicamente concebidas com um ensaio, como ginástica política para as autonómicas de outono de 2005, o verdadeiro repto eleitoral da esquerda independentista". Perante a insistência dos meios, considerou um bom resultado poder obter "mais votos do que os atingidos por outras forças antissistémicas em anteriores eleiçons europeias". Mas também voltou em insistir que para a "Unidade Popular o fundamental é que a filiaçom colha experiência de como realizar umha campanha eleitoral". O dirigente de NÓS-UP matizou que "o projecto sócio-político do novo independentismo nom considera o terreno eleitoral como o único, nem o mais importante espaço de intervençom".

Também afirmou com veemência que "a participaçom eleitoral deve ser aproveitada para dar a conhecer entre novos sectores sociais a alternativa de resistência nacional, social e feminista que NÓS-UP representa. Nom somos, nem queremos ser umha força eleitoralista.

Aproveitamos os espaços de intervençom política que a democracia burguesa concede para denunciar a falta de democracia, a involuçom política em direitos e liberdades, a ofensiva do capital contra a classe trabalhadora, a ausência de direitos reais das mulheres. Para denunciar esta falsa democracia e a necessidade de superá-la mediante um processo de ruptura nacional e popular". Afirmou que a decisom do Estado espanhol de impedir que a esquerda abertzale poda novamente concorrer às eleiçons "constata e demonstra que nada vai mudar com a substituiçom do PP polo PSOE no Governo espanhol. A involuçom fascista é umha necessidade do bloco de classes dominante para manter os seus privilégios e para isso cumpre-lhe incrementar e perpetuar a exploraçom das naçons que oprime, do conjunto das classes trabalhadoras do Estado e das mulheres".

"Nom há mudança de estratégia"

A respeito de se a decisom de apresentar candidatura pode ser o início de umha mudança de estratégia, Bruno Lopes Teixeiro afirmou que "Seguimos pensando que a luita organizada é o verdadeiro caminho para consguir a liberdade da Galiza e a plena emancipaçom da classe trabalhaora e das mulheres. As eleiçons som mais um instrumento que devemos utilizar na actual fase de um longo processo de acumulaçom de forças. Somos conscientes que a liberdade e a emancipaçom nom vai vir derivada de umha maioria aritmética num parlamento ou numha instituiçom. Será fruto da luita, da construçom de poder popular e operário numha estratégia de libertaçom nacional".

"NÓS-UP é a única candidatura galega e de esquerdas"

A respeito de outras opçons que concorrem nestas eleiçons, afirmou de forma contundente que NÓS-UP é a única candidatura galega e de esquerdas. "O autonomismo do BNG vai coligado de forma subalterna com as direitas basca e catalá". Sobre o PSOE afirmou que "a esquerda independentista galega nunca depositou expectativas no governo de Zapatero. Vai ser a repetiçom dos nefastos quinze anos de felipismo". Ao PP definiu-no como umha "organizaçom de direitas dirigida por fascistas que há que seguir combatendo sem trégua nas ruas e centros de trabalho e ensino da Galiza".

Apelou aos "sectores mais avançados da classe trabalhadora, às mulheres que nom calam e denunciam a marginalizaçom e opressom que padecem, à mocidade que participou nas luitas contra a LOU, o Prestige e a Guerra, às e aos nacionalistas coerentes, aos e às activistas dos movimentos sociais, ao mundo da cultura reintegracionista e nom só, a abandonar o voto útil, a nom deixar-se levar polo snobismo sucursalista, a optar sem complexos e auto-ódios por dar umha margem de confiança à única candidatura que acredita nas potencialidade do país e das suas classes populares". "Nom há que esquecer que somos umha candidatura com umha posiçom claramente contrária a este modelo de construçom europeia, de umha Europa ao exclusivo serviço do Capital, dos Estados, do Patriarcado e da Guerra. Somos rotundamente contra esta Constituiçom Europeia".

"Candidatura operária, juvenil e de mulheres"

O Responsável Nacional de Organizaçom de NÓS-UP deu a conhecer diversos aspectos sociológicos dumha candidatura com umha média de idade e 28 anos, tecnicamente paritária, conformada por obreir@s, desempregad@s, emigrantes, trabalhadoras/es em precário, estudantes, activistas do sindicalismo nacional e de classe, do activismo cultural, do ecologismo, das organizaçons juvenis e estudantis, dos movimentos sociais. "A única candidatura que leva pessoas dos territórios galegos que nom fam parte da actual Comunidade Autónoma".

"Sempre há umha primeira vez. Galiza livre na Europa" é a legenda escolhida

Bruno Lôpez Teixeiro apresentou o suporte gráfico e a legenda dumha campanha elaborada para nom passar despercibida, "está concebida como um revulsivo que procura evitar a indiferença". "Sempre há umha primeira vez. Galiza livre na Europa" é a legenda da atrevida e novidosa campanha gráfica escolhida por NÓS-UP. "Com esta campanha pretendemos paliar no possível, claro, um investimento testemunhal e a nossa permanente censura nos meios de comunicaçom. Os gastos da campanha eleitoral nom vam superar os 7 ou 8 mil euros porque somos umha organizaçom que nom recebe subsídios, nem fundos públicos, conformada por trabalhadoras, trabalhadores e juventude". "Este orçamento é investido polos grandes partidos do regime, polo PSOE, PP, BNG, em qualquer bairro de Vigo, Corunha, Ponferrada, ou outra das grandes cidades galegas". Nesta comparecência pública, o Responsável de Organizaçom de NÓS-UP também apresentou o resto de materiais que a organizaçom da esquerda independentisa vai utilizar ao longo da campanha, "embora o mais importante que temos seja umha militáncia ilusionada, com umha grande capacidade criativa e vontade de dar a conhecer um projecto transformador ao serviço da maioria social e da Galiza mediante os espaços concedidos pola democracia burguesa espanhola".


Voltar à página principal