Mulher galega padece "elevados índices de discriminaçom salarial", segundo estudo do Instituto de Estudos Económicos

3 de Maio de 2004

Um livro publicado polo Instituto de Estudos Económicos da Galiza afirma literalmente que "as mulheres galegas enfrentam sérias barreiras na sua inserçom no mercado laboral, o que determina estarem em piores condiçons do que as suas colegas doutros países europeus".

As taxas de actividade laboral feminina na Galiza ficam por baixo dos níveis médios europeus, com um mercado laboral em que a percentagem de desemprego duplica a masculina, frente a uns dados menos adversos noutros países próximos.

Para além do dito, o estudo que citamos acrescenta que a expectativa de rendimentos salariais é para as mulheres galegas substancialmente menor que a correpondente aos homens, atingindo valores de apenas 70% do soldo médio masculino. Este dado deixa a Galiza bem por baixo da média do Estado espanhol, segundo reconhece o IEG.

Para cúmulo da injustiça, está demonstrado nom existir qualquer explicaçom baseada no nível de qualificaçom, antigüidade, experiência ou cousa semelhante. Na verdade, estamos ante umha discriminaçom salarial por razom de sexo, segundo conclui o estudo que comentamos.

Finalmente, o Instituto de Estudos Económicos descarta que a tendência do mercado laboral vaia conduzir, a curto ou médio prazo, para umha convergência com outros países europeus nestes parámetros, com o qual se reconhece que, tal como a esquerda independentista tem denunciado repetidamente, a discriminaçom laboral das mulheres galegas tem carácter estrutural, ligado à própria natureza do sistema económico e político imperante na Galiza como naçom sem Estado pertencente à periferia do centro da economia-mundo capitalista.

 

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