Iraque: Levantamento popular generaliza-se e tropas espanholas disparam contra manifestantes

5 de Abril de 2004

Mais umha vez, o passado fim de semana foi tingido de sangue no palco da guerra de libertaçom nacional desenvolvida polo povo iraquiano contra diversos exércitos estrangeiros e ocupantes, liderados polo todopoderoso Pentágono.

Na base espanhola "Al Andalus", da Brigada Plus Ultra em Naiaf, as forças armadas espanholas disparárom contra manifestantes que protestavam contra a ocupaçom do país. O Ministério espanhol da Defesa declarou terem iniciado os disparos os próprios manifestantes, ante o qual os soldados espanhóis e salvadorenhos teriam respondido com fogo, matando umha 16 pessoas. No bando ocupante, um soldado estado-unidense e mais um salvadorenho terám morrido por disparos da resistência iraquiana. Outros 200 iraquianos e mais nove soldados estrangeiros terám ficado feridos de diversa consideraçom no desigual confronto armado.

A manifestaçom, promovida pola etnia xiita, reclamava a liberdade de Mustafá Al Yacubi, seqüestrado polas forças de ocupaçom, com participaçom activa dos soldados espanhóis. Também se protestava pola clausura de um jornal acusado de ter umha linha editorial favorável à resistência, demonstrando assim o conceito de democracia com que os EUA pretendem substituir o regime liderado por Saddam Hussein.

Outros prédios e sedes das instituiçons ditatoriais impostas polos EUA no país fôrom atacados, como a sede da chamada "autoridade provisória" de Naiaf. Por sua vez, as tropas británicas fôrom atacadas na cidade xiita de Amara, 370 km a sul da capital, ficando mortos quatro iraquianos e mais oito feridos. Soldados ianques matárom também dous iraquianos e ferírom sete em Medinat Al Sadr, cidade xiita violentamente tomada polas tropas norte-americanas, com apoio aéreo de helicópteros Apache.

Os líderes xiitas figérom um chamado a evitar manifestaçons que som esmagadas e tiroteadas polas forças ocupantes, apelando a um maior enfrentamento e a "aterrorizar os nossos inimigos".

Com efeito, estamos ante levantes espontáneos e massivos de diversas populaçons iraquianas, que som sufocadas a custo polos poderosos exércitos de ocupaçom. Helicópteros, tanques e todo o tipo de agressons armadas contra os sectores populares que, precariamente, defendem a soberania sobre o seu próprio país.

O comando ianque ordenou ao funcionariado ocupante que evite abandonar as sedes imperialistas, ante o nível de confronto popular e um ódio crescente contra as tropas ocupantes. Bassorá, Nasirija, Bagdad, Naiaf e outras cidades do país registam mobilizaçons massivas em que se berra "Abaixo América" e se reclama a libertaçom do Iraque.

Entretanto, em Leganés (Madrid), continuam a ecoar explosons que ponhem de manifesto as implicaçons do envolvimento do Estado espanhol numha guerra de rapina como a que se livra no Iraque. Antes de serem detidos por GEOS espanhóis, cinco militantes islamistas figérom explodir o apartamento em que se abarricavam, fazendo frente ao Grupo Especial de Operaçons da polícia espanhola. Afinal, morrêrom os cinco pressumíveis islamistas e um efectivo da polícia, atingido pola explosom de entre 10 e 15 quilogramas de Goma 2.

 

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Manifestantes iraquianos feridos por fogo de militares espanhóis