O Estado espanhol fai negócio com o genocídio da Palestina vendendo armas a Israel

20 de Maio de 2004

O director da secçom espanhola de Amnistia Internacional, Esteban Beltrán, reclamou ao novo Governo espanhol que deixe de se lucrar vendendo armas ao Estado terrorista de Israel. Com efeito, nos últimos anos a indústria armamentística espanhola tirou um lucro de 14 milhons de euros graças ao compromisso do PP no fornecimento de armas a Sharon, colaborando assim com o extermínio da populaçom palestiniana, tal como vemos de maneira crua nos últimos dias nas televisons de todo o mundo.

A própria AI reclama umha mensagem política clara por parte do PSOE, para além de declaraçons estéreis como a pronunciada ontem por Zapatero contra a política de extermínio sionista. Nom serve condenar verbalmente a política criminosa de Sharon ante o horror que provoca na opiniom pública de todo o mundo, e ao mesmo tempo continuar a vender armas aos assassinos.

O Estado espanhol nom é o único envolvido no apoio a Israel através da venda de armamento e a passividade perante a estratégia genocida desse Estado. É bem conhecida a conivência dos EUA, cuja indústria armamentística é também beneficiária das actividades do terrorismo sionista.

A maquinaria com que Israel demole moradias e destrói bens palestinianos (3.000 vivendas e 10% do território agrícola só nos últimos três anos) é também fornecida polos principais estados capitalistas ditos "democráticos", responsáveis portanto pola intensa e massiva repressom terrorista aplicada impunemente contra o povo palestiniano. Dous terços desse povo vive por baixo do limiar da pobreza, com graves problemas de saúde e desnutriçom, e mais de 3.000 palestinian@s fôrom assassinad@s por Israel desde Setembro de 2000, início da segunda Intifada. Por enquanto, os organismos internacionais nom mexêrom um dedo para além das condenas retóricas...

Permanecem nas nossas retinas as imagens de ontem, com manifestaçons pacíficas rebentadas com mísseis desde helicópteros israelitas matando 22 manifestantes (duas crianças incluídas) e deixando um número indeterminado de mutilados e feridos de diverso tipo. Também as dúzias e dúzias de palestinian@s mort@s nos últimos dias sob o fogo indiscriminado sionista. Entretanto, em Madrid, o sinistro embaixador sionista "homenageava" com flores as vítimas do ataque de 11-M num acto institucional com ampla cobertura mediática.

Resta agora comprovarmos se o novo Governo espanhol dará um passo tam elementar como deixar de vender aos assassinos as armas com que sabe que irremissivelmente matarám as suas vítimas, ou continuará a lucrar-se com o terrorismo de Estado israelita.

 

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O terrorista Estado de Israel atacou ontem umha manifestaçom pacífica palestiniana com mísseis desde helicópteros, matando dúzias de pessoas, crianças incluídas. O Estado espanhol continua a vender armas ao sionismo