A capital galega, tomada policialmente


1 de Abril de 2004

Seguindo o planeamento do Ministério do Interior espanhol, que vem aumentando progressivamente a presença policial nas ruas de Compostela, o conselheiro da Justiça da Junta da Galiza, Jesus Palmou, confirmou um chamado "alerta especial" na capital da nossa naçom com a escusa da Páscoa e o dito "Ano Santo".

Isto está a concretizar-se num incremento espectacular da intimidatória ocupaçom das ruas compostelanas por parte de fardados espanhóis. Os acontecimentos do passado dia 11-M em Madrid estám assim a servir de álibi para justificar a policializaçom da vida social galega, quando é evidente que se trata de um processo que remonta a há vários anos atrás, nomeadamente em Compostela, campo de provas da Europa policial defendida polos principais gestores dos diversos estados. Na Galiza, a turistificaçom inclui nos últimos anos o incremento de uniformes nas ruas, para alegadamente garantirem a "segurança", e na prática tentar "limpar" as ruas de qualquer sector ou iniciativa que incomode a imposiçom do modelo de cidade-montra promovido polas instituiçons municipal, autonómica e estatal.

Para além da chamativa presença de uniformes azuis característicos da polícia espanhola, também umha rede de "secretas" controla as ruas e fai seguimento de pessoas consideradas "suspeitas", quer polo seu aspecto, quer pola sua participaçom em movimentos e iniciativas sociais contrárias ao modelo social imposto polo imperialismo espanhol na Galiza.

Desde o mês de Janeiro, a esquadra de Compostela tem sido reforçada com mais sessenta polícias segundo dados oficiais, o que quadriplica as incorporaçons de anos anteriores. Além do incremento numérico, o orçamento ministerial inclui verbas específicas para o pagamento das numerosas horas extra aos efectivos policiais da capital galega.

Aos números anteriores, há que acrescentar o constante deslocamento a Compostela de grupos de antidistúrbios, especialmente violentos e preparados para o que chamam "intervençons rápidas", e que em número aproximado de cento e cinqüenta elementos realizam contínuas "visitas" à nossa capital a partir dos seus centros de operaçons na Corunha e Vigo.

Lembremos ainda que a prática totalidade de partidos com representaçom institucional na Galiza, nomeadamente PP, PSOE e BNG, tenhem feito chamados públicos ao incremento da presença policial espanhola nas ruas das cidades galegas.


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