Marcha Mundial das Mulheres mobiliza 20.000 pessoas em Vigo

24 de Maio de 2004

A iniciativa europeia da Marcha Mundial das Mulheres convocou no passado domingo a maior manifestaçom feminista da história da Galiza, com 20.000 pessoas, maioritariamente mulheres, a marcharem polas ruas do centro de Vigo. A equiparaçom salarial, a luita contra a violência machista e a reivindicaçom de direitos fundamentais ainda nom conquistados como o aborto livre estivérom no centro da convocatória da Marcha, em que participárom organizaçons feministas, em defesa dos direitos de gais e lésbicas e outras entidades sindicais, sociais e políticas de diversos países europeus e africanos, incluídas palestinianas e sarauis.

A importante mobilizaçom feminista estivo precedida de um Forum de debate feminista em Vigo, e outras actividades que convertêrom a cidade do Sul da Galiza na capital europeia da luita das mulheres durante o passado fim de semana.

As mulheres da esquerda independentista galega participárom também na marcha feminista da manhá do domingo, com faixas de NÓS-Unidade Popular e AGIR. Outras organizaçons políticas enviárom os seus líderes masculinos para tentarem atribuir-se parte do protagonismo de umha jornada organizada e protagonizada polas mulheres galegas e internacionais. Foi o caso do BNG ou IU, cujos líderes, Anxo Quintana e Gaspar Llamazares, conseguírom ocupar títulos jornalísticos nas informaçons difundidas polos principais media do sistema, dentro da pré-campanha às Eleiçons europeias em que se acham imersos. Incluso o PP estivo representado na marcha pola presidenta da Cámara viguesa, Corina Porro, que dixo sentir-se "satisfeita" polo sucesso da convocatória.

Entre as palavras de ordem mais coreadas destacárom as dirigidas contra o papel da Igreja católica na manutençom do patriarcado como eixo do sistema capitalista. Por seu turno, as representantes da Marcha das Mulheres na Galiza sublinhárom a importante capacidade organizativa e de convocatória demonstrada e reclamárom medidas concretas de cada Estado e da própria Uniom Europeia em favor das reivindicaçons da Marcha.


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