Luto na Galiza marinheira e novos acidentes laborais na construçom

4 de Junho de 2004

Continua o incessante gotejar de mortes em acidentes laborais no nosso país. Todo indica que dez trabalhadores do mar morrêrom no naufrágio do "Bahía", na Costa da Morte. Hermindo Castro Veira, vizinho de Cesantes e patrom e armador do Bahía; Jaime Miguélez e Antonio Sánchez, marinheiros de Redondela; Enrique Díaz Vázquez (Chapela) e Manuel Refojo Sousa (Nigrám) som os nomes dos marinheiros mortos e recuperados do mar. Leopoldo Couto (Rande), Antonio Domínguez (Cambados), Juan Antonio Cordero Novas (Cangas do Morraço) e Luis Monteagudo e José Antonio Andreu Castro (Cessantes) continuam desaparecidos.

Um forte e inesperado golpe de mar na popa do barco pode ter causado o afundimento, segundo fontes do próprio colectivo marinheiro da Costa da Morte. As importantes carências do salvamento marítimo ficárom mais umha vez em evidência, achando-se em falta um maior empenhamento económico e de pessoal por parte das distintas administraçons para atender as necessidades de segurança de um sector estratégico num país como a Galiza.

Para além das circunstáncias concretas que tenham envolvido este sinistro, nos últimos treze anos morrêrom 141 marinheiros galegos nas nossas costas em 94 naufrágios, segundo fontes oficiais da Junta da Galiza. O de anteontem foi o segundo mais grave dos últimos vinte anos, e converte este ano no mais trágico desde 2000.

Também na construçom continuam a produzir-se acidentes laborais. Quatro operários da empresa Construcciones Carballal y Alvarez S.L., de Gondomar, ficárom feridos ao caírem ao vazio enquanto trabalhavam numha obra nessa localidade.

 

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