AGIR soma-se à convocatória da greve geral de 28 de Abril nos centros de secundário pola galeguizaçom do ensino

20 de Abril de 2004

Reproduzimos o comunicado feito público pola organizaçom estudantil independentista, AGIR, em relaçom com a convocatória de umha greve geral no ensino médio para o próximo dia 28 de Abril:

"AGIR, organizaçom estudantil da esquerda independentista, comunica a sua adesom à greve geral convocada nos centros de secundário para exigir o cumprimento do Decreto 247/1995 que estabelece os usos mínimos da nossa língua no ensino nom universitário, umha legislaçom que na grande maioria dos centros fica em papel molhado tal e como demonstram os próprios dados da Administraçom autonómica.

AGIR soma-se à convocatória desta greve geral apesar da atitude sectária dos convocantes das mobilizaçons (A Mesa pola Normalización Lingüística, CAE e Galiza Nova) que em nengum momento se pugérom em contacto com AGIR para possibilitar umha convocatória conjunta que alargasse o êxito da jornada.

É por isto que nos somamos, num exercício de responsabilidade política e compromisso com a normalizaçom do galego e anunciamos que a nossa participaçom nom será testemunhal, senom que faremos do dia 28-A umha convocatória própria alargando e propiciando paros e manifestaçons nos lugares onde as organizaçons do autonomismo nom tenhem presença.


DEFENDAMOS OS NOSSOS DIREITOS
ENSINO EM GALEGO

A situaçom do galego na actualidade, ao contrário do que apregoam as instituiçons autoanémicas, é absolutamente crítica. Hoje, o que ainda era o idioma falado pola esmagadora maioria dos habitantes da Galiza em começos do século XX, corre um sério perigo de desaparecer. Após quinhentos anos de marginalizaçom oficial e de repressom do seu uso, resulta paradoxal que seja precisamente no momento em que pola vez primeira em séculos o galego goza de um estatuto de cooficialidade quando a perda de falantes é maior. Mas o que em aparência pode resultar estranho nom o é tanto.

Séculos de humilhaçons tenhem provocado que a nossa língua seja percebida pola maioria da populaçom galega como de segunda categoria, absolutamente inútil para se desenvolver no mundo moderno. Para além disto, a imposiçom do espanhol como língua dominante e de prestígio provocou um processo de deturpaçom do galego tam grave que vai a caminho de convertê-lo num dialecto do espanhol.

Frente a isto, a política de “normalizaçom lingüística” levada avante polas instituiçons oficiais está a resultar inútil. Praticamente o único que se tem conseguido é ritualizar o nosso idioma e convertê-lo no que falam, com fonética espanhola, os apresentadores da TVG quando estám no ecrám ou os políticos nas campanhas eleitorais, mas que abandonam para se passarem ao espanhol quando saem do cenário. Enquanto isso, o número de galego-falantes continua a descer. E isto deve-se a que hoje, como há trinta ou cem anos, quem governa no nosso País som os agentes da colonizaçom espanhola. Quem governa nom quer que o nosso idioma sobreviva na Galiza porque sabe que no galego está um dos elementos fundamentais da nossa identidade como povo.

O ensino nom é alheio a esta tendência, ao contrário, é um dos principais cenários de espanholizaçom da mocidade galega. Assim nom resulta estranho que na actualidade nem tam sequer se cumpram as leis de “normalizaçom lingüística” (o Decreto 247/1995) que obrigam a que umha parte mínima das matérias ministradas no sistema educativo o sejam em galego e com livros e materiais na nossa língua. Fazendo do sistema de ensino um dos principais agentes de desgaleguizaçom. De AGIR somos perfeitamente conscientes de que as leis actuais som insuficientes. Contodo, na situaçom actual, mesmo o cumprimento das raquíticas leis de normalizaçom lingüística seriam um avanço.

Mas as nossas reivindicaçons e luitas nom podem ficar aqui. A nossa aposta é a de conseguir a plena normalizaçom do galego reconstruindo umha sociedade monolíngüe. Para isso estamos a luitar, e estamos dispost@s a fazê-lo unid@s com tod@s @s interessad@s na defesa do nosso idioma nacional. Para que nom deixe de fazer sentido dizer que “o galego é a língua própria da Galiza”

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