Possível envolvimento policial na agressom ao veículo do responsável comarcal de NÓS-UP no Condado
Coincidindo com as horas posteriores aos ataques do 11-M em Madrid, quando o Governo espanhol, partidos políticos e meios de comunicaçom do sistema acusavam sem fundamento o independentismo basco de estar por trás das bombas islamistas, NÓS-UP sofreu em carne própria algumhas mostras da caça às bruxas. Além da proibiçom de um acto político no campus universitário ourensano, o responsável comarcal do Condado encontrou o seu carro com as rodas furadas quando ia apanhá-lo para ir ao trabalho. A seguir, reproduzimos o texto feito público por NÓS-UP em relaçom com a agressom no Condado.
Chamada anónima
implica a Polícia Local no delito
Novos dados da agressom contra o automóvel do responsável
comarcal de NÓS-UP no Condado
No dia 12 de Março às 4:30 da madrugada quando o Responsável Comarcal de NÓS-UP se dispunha a colher o carro familiar que emprega habitualmente para ir a trabalhar, topou que duas rodas tinham sido furadas. Acto seguido, como já temos informado no anterior NÓS-UP Informa, umha patrulha da Polícia Local de Ponte Areas para ante ele, "alertada" por outros dous polícias também locais que patrulhavam à paisana com a carrinha da Concelharia de Meio Ambiente, da presença na rua "a essas horas" deste trabalhador. Sem mostrar o mais mínimo interesse pola agressom sofrida no automóvel, a Polícia Local tam só perguntou ao afectado que fazia a essas horas e se "estivera a fazer pintadas".
O clima criado polo PP após o atentado de 11M em Madrid alentou a extrema-direita local, que envalentonada optou por recorrer aos velhos métodos que durante décadas impunamente praticou na nossa vila e no conjunto do país.
Mas, a primeira
hora da manhá do sábado 20 de Março, Abraám Alonso
Pinheiro, Responsável Comarcal, e afectado directo pola agressom ao
seu carro, recebe várias chamadas de um telefone com um número
oculto, em que umha voz masculina sem identificar comunica o seguinte: "A
pessoa que furou as rodas do teu carro foi o Polícia Local P-16, por
lhe teres pintado a carrinha".
Polos vistos, tinham aparecido pintadas denunciando a especulaçom imobiliária numha carrinha da imobiliária Xestea.
Perante esta insólita situaçom, este mesmo dia o RC de NÓS-UP contacta com o Tenente de Alcaide Roberto Mera, Concelheiro de Meio Ambiente e Segurança Cidadá, informando do acontecido e perguntando se algum Polícia Local guardava algum tipo de relaçom com a nomeada imobiliária. Mera respondeu afirmativamente explicando que há dous polícias que de facto guardam algum tipo de relaçom com Xestea, e que além disso mantenhem entre eles umha relaçom de confronto com denúncias mútuas nos julgados, e que poderia ter sido um deles para involucrar o outro no acontecimento.
Com este panorama
de evidentes laivos mafiosos, cada vez é mais factível a hipótese
de que tenha sido a própria Polícia Local a autora da agressom:
-Nom é
a primeira vez que há umha perseguiçom pola sua parte, à
margem da legalidade, a filiad@s de NÓS-UP. (Há perto de um
ano, bloqueárom umha carrinha bem estacionada, por pensar que se tratava
de um filiado desta organizaçom. Posteriormente entregárom o
veículo ao seu proprietário sem multá-lo e dando essa
insólita explicaçom. Outra vez houvo ameaças a respeito
de que sabiam onde um filiado estacionava o seu veículo particular.
Tenhem assistido como testemunhas falsas a julgamentos na nossa contra, etc).
- Desta vez,
e tendo em conta que há interesses pessoais directamente afectados
pola política de denúncia contra a especulaçom imobiliária
que NÓS-UP está a levar a cabo, a hipótese cobra maior
credibilidade.
- O facto de que na chamada recebida seja citada a identificaçom de um polícia, pom-nos na pista de que essa chamada tenha sido feita por alguém de dentro, conhecedor das identificaçons policiais, como também Roberto Mera confirmou.
Perante esta
grave situaçom, NÓS-Unidade Popular exige ao governo de Ponte
Areas as seguintes medidas:
1ª- Abertura
de umha investigaçom para esclarecer as prováveis responsabilidades
policiais nesta intolerável agressom.
2ª- De ser
assim, os indivíduos envolvidos devem ser afastados dos seus cargos
por terem cometido um delito estando de serviço e abusando da sua autoridade
3ª- Desculpas públicas ao Responsável Comarca de NÓS-Unidade Popular por ver-se afectado pola agressom deste corpo dependente do Concelho de Ponte Areas.