O BNG dá o seu aval político ao novo Governo espanhol, pedindo-lhe que "olhe para a Galiza"

16 de Abril de 2004

O representante do BNG no Congresso espanhol confirmou o apoio autonomista galego ao novo Governo espanhol do PSOE, pedindo em troca que Madrid olhe para a Galiza e atenda o melhoramento das infraestruturas ferroviárias do interior do nosso país e efective o chamado Plano Galiza.

Do mesmo jeito que a maior parte dos grupos e partidos da Cámara espanhola, o BNG apoiou a "mudança de talante" por parte do líder do PSOE e candidato a presidente espanhol, Rodríguez Zapatero. Conformou-se com isso Francisco Rodrigues, se bem que nengumha mudança de fundo fosse adiantada por Zapatero, para além de umha série de propostas reformistas que em nengum caso questionam o carácter espanholista do seu próximo governo. Admitindo a reforma dos estatutos, o que unicamente reconhece um direito previsto na legislaçom espanhol actual, o líder do PSOE confirmou que a Constituiçom nom será modificada de maneira significativa, muito menos no sentido de reconhecer os direitos nacionais dos galegos e as galegas.

Apenas o PNB, EA, NaBai e CiU se abstivérom e citárom as responsabilidades do PSOE na política ultrarreaccionária liderada polo PP nos últimos anos. Um PSOE que apoiou incondicionalmente a ilegalizaçom de partidos, a clausura de meios de comunicaçom e a cruzada espanholista do Partido Popular. Zapatero, por seu turno, reafirmou-se no apoio do chamado "Pacto polas Liberdades e contra o Terrorismo" e no seu discurso tentou manter interesseiramente a confusom entre a violência islamista e a resultante do conflito entre Euskal Herria e Espanha.

Zapatero quijo oferecer umha "cessom" às propostas do BNG quanto à integraçom das línguas minorizadas no projecto nacional espanhol, comprometendo-se a inclui-las na homenagem que durante este ano o seu Governo fará à figura de Cervantes.

Para além do abrandamento das formas abafantemente reaccionárias e do extremismo espanholista do PP, o PSOE nom anunciou a retirada das iniciativas estratégicas do seu antecessor em matéria de estruturaçom do Estado, garantindo a manutençom do projecto constitucional espanhol imposto aos povos do Estado nos últimos 25 anos. A diferença é que agora essa política conta com o aval político do nacionalismo autonomista galego.

 

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