Quatro dias que comovêrom o mundo

Publicado no número 12 de Abrente (Abril, Maio e Junho de 1999)
Brais Rocha Lourenço
Forom muitos
os comentários, sugestions e felicitaçons chegados aos ouvidos
deste humilde cronista pola sua compilaçom e apresentaçom do
aparecido na imprensa sobre o I Congresso de Primeira Linha (MLN). Algumhas
pessoas, que nom conhecem pessoalmente a este que escreve, andiverom a fazer
pesquisas (em alguns casos com nom muito boas intençons- já
se sabe que, agás Mahomé, ninguem é profeta na sua terra),
para averiguar o paradeiro do atrevido noticiarista, chegando a situá-lo
em diversas cidade e vilas do país e fazendo mil e umha cábalas
sobre a identidade do mordaz autor. Sosseguem-se as almas, distendam-se os
músculos, relaxem-se os corpos, recolham a língua botada a pascer,
e saibam que actualmente o narrador dos acontecimentos desfruta dumha bolsa
de estudos numha afamada universidade europeia, cujo nome agora nom pretendo
desvelar, para ampliar os seus estudos de zoologia. E se bem o autor reconhece
que é zoologista, também declara que nom é zoófilo
nem pretende chegar a zoomaniaco, ainda que quanto mais conhece ao ser humano
mais entende aos zoomorfistas, ainda que el nom goste da zoolatria.
Em todo caso
quero que fique constância do meu agradecimento a tod@s @s leitoras
e leitores pola atenta leitura dos escritos deste simples observador da realidade.
E aproveito também para felicitar ao autor do desenho que acompanhava
as minhas palavras. Conseguiu plasmar numha imagem aquilo que eu só
conseguim esboçar em vários fólios. Muitas cousas, e
muito boas, aguardamos da sua pena e do seu ingénio. Que Alá
o guarde e os seguidores do seu profeta protejam o seu pescoço.
Mas
voltemos ao rego. Ven sendo o caso que até este apartado
reino também chegam as novas do acontecido na Galiza, e um camarada
encarrega-se de remitir-me, fotocopiados, os recortes de imprensa mais interesantes
e saborosos, junto ao semanalmente impontual Pravda, que olhado desde a distância
conserva ainda esse mesmo aroma que têm as composiçons de Fuxan
os Ventos quando escoitadas longe da terra (Aguardemos que seja certo iso
de que nom pensam fazer concertos co seu novo disco, se nom estaram em toda
quanta festa organice Galiza Nova).
Quatro dias (15 a 18 de Março) que comoverom o mundo (nacionalista)
Despediamos a
anterior colaboraçom receitando vitaminas, minerais e atençom
aos quiosques, e vinhérom os acontecimentos a dar-nos a razóm.
A repetiçom simples é suporte da complexidade. E o 24 de Fevereiro,
quarta-feira, o Faro de Vigo noticiava na sua capa que "militantes del
BNG reunirán en Galicia a Kurdos y zapatistas. Primeira Linha, integrada
por miembros del Bloque, invita también al encuentro a Herri Batasuna
y a la guerrilla colombiana", e já na página 27, com foto
do cartaz, informava do programa das III Jornadas Independentistas Galegas,
aproveitando para sacar de passeio novamente a Ho Chi Min (o de este jornalista
é obsesivo), e para lembrar o "mal rollito" havido coa celebraçom
do I Congresso, baixo um titular, em comentário à parte, que
dizia "Un partido político independentista enfrentado a la Unión
do Povo Galego", e onde lembrava a tese, já defendida por este
jornal em Dezembro de 98, de que "el intento (da UPG) para expulsar (do
BNG) a los militantes de Primeira Linha fracasó."
No dia seguinte, 25 de Fevereiro, e também na sua capa, o mesmo jornal
anunciava que "el Bloque se desmarca de la iniciativa para traer a los
kurdos. El Consello Nacional de la organización se mantien al margen
del encuentro de grupos revolucionários en Galicia."
Mas pouco fala
desse acto, e muito das Jornadas de Primeira Linha, insistindo no titular
da capa e engadindo que "un portavoz (sen identificar- o BNG legaliza
de facto os OPNI's, Obscuro Portavoz Non Identificado) afirma que desde el
Consello Nacional ni se promovió ni subvencionó los actos de
los independentistas del BNG". Começa o jornalista (que desta
vez nom assina o seu trabalho) dizendo que "los dirigentes del Bloque
no quieren hablar sobre la reunión", e que "ni el portavoz
nacional, Xosé Manuel Beiras, ni ninguno de los otros componentes del
Consello Nacional del Bloque quisieron comentar las jornadas independentistas",
mas um pouco mais abaixo afirmava que "aunque ningun portavoz del Consello
Nacional quiere hablar en público, en privado advierten que desde el
Consello Nacional ni se ha organizado, ni promovido, ni subvencionado los
encuentros programados por Primeira Linha con los grupos revolucionários.
Los dirigentes nacionalistas tampoco desean entablar una polémica con
los miembros de Primeira Linha ya que la formación es minoritária
dentro de la militáncia del Bloque y el partido no está reconocido
como tal dentro de la organización." Só aparecia o nome
de Nestor Rego, concelheiro em Compostela, como membro destacado do BNG que
quijo falar publicamente sobre o tema, e apareceu na imprensa e rádio,
para dizer que o Bloco "no tiene nada que ver". Cousa que era, por
outra parte, evidente. Engadia o jornalista que "los diputados y dirigentes
del Bloque recibieron ayer con desagrado los actos previstos por Primeira
Linha (
) En parte interpretan como una maniobra que se trate de vincular
de nuevo al Bloque con fuerzas políticas violentas cuando desde la
organización nacionalista se ha condenado los actos terroristas de
grupos como ETA." Desejamos pensar que as comparaçons som obra
do jornalista, e nom de nengum membro do BNG, dirigente ou cárrego
político, identificado ou sem identificar, pois nom se entende que
comparem a organizaçons coas quais o Bloco como tal tem relaçons,
e convida aos seus actos (caso, por exemplo, dos kurdos, presentes sempre
nas Assembleias Nacionais do BNG e Galiza Nova), coa besta-negra do espanholismo
mediático e da correcçom política imperante.
Em todo o caso
coincidia esse comentário do jornalista co que nos tabernáculos
nocturnos composteláns faziam alguns dirigentes juvenis, e nom tam
jovens, da organizaçom política que curta o bacalhau onde há
que cortá-lo, que seguiam repetindo, como burras peideiras, que todo
era umha montagem do CESID e que era um intento de involucrar ao Bloco nas
redes do terrorismo mundial. E rádio macuto informava de alguns serem
os mesmos e as mesmas que meses antes berravam "Viva Pinochet!"
na noite compostelá, simplesmente porque o dia seguinte havia umha
manifestaçom de repúdio ao ditador na que eles e elas nom participavam.
Mas muito mais
espectacular resultava contar com reacçons de PP e de PSOE, que apareciam
na mesma página. Polo Partido Policial contavamos coas sempre reflexivas,
reflexionadas e reflectantes palavras de Jaime Pita, Conselheiro da Presidência
e portavoz do grupo parlamentar do seu partido partido, que, baixo o titular
"no se puede jugar con fuego porque es peligroso", lamentava "que
militantes del Bloque organicen unos encuentros con organizaciones independentistas
y revolucionarias. El BNG intenta dar una imagen determinada de moderación,
pero luego aparecen unos planteamientos que demuestran su verdadero talante."
Logo de fazer o enésimo cántico de adoraçom e idolatraçom
do bezerro de ouro representado na Constituiçom espanhola, engadia
que "este tipo de movimientos revolucionarios son un peligro para todos
los demócratas (e, por suposto, incluia-se dentro dos grupo dos democratas).
A ningún demócrata y a una persona que ame las liberdades le
puede sentar bien este tipo de invitaciones (
)Lo que lamento es que
algunos colectivos no comprendan ese respeto por la democracia." E um
se pergunta o que será mais perigoso para a democracia, se as III Jornadas
Independentistas de Primeira Linha (MLN), ou que, por exemplo, o partido governante
conte entre os seus membros a aquel que passará à história
por inventar os "deslocamentos da massa manifestante".
E polo Partido
Squizoide Obreiro Espanhol falava a suposta vice-secretária geral da
sua secçom regional, Dolores Villarino, sempre um deserto no meio do
oásis, que alertava sobre a contradiçom entre o processo de
moderaçom do BNG e a sua militáncia tradicional, ao tempo que
emprazava "a los nacionalistas gallegos a que aclaren su modelo de Estado
y definan los objetivos políticos que defienden. Es necesário
que se definan y decir si están o no por la independencia. Un día
dicen que no, y al dia siguiente pactan con Arzalluz, que aboga por la independencia
del País vasco". Quando será o dia em que o PSOE defina
algumha cousa, por exemplo: quem manda, Borrell ou Almúnia, Tourinho
ou Vásques, González ou Guerra; se son centralistas, localistas,cantonalistas,
autonomistas ou federalistas ; se os seus líderes tenhem algumha incapacidade
congénita hereditária para falar galego ou é simplesmente
que apostam polo castrapo; se Lage, Tontolim e o Caballero vivem no limbo,
ou já os mandárom incinerar a Sogama
O caso é que todo parecia indicar que se ia montar outra como quando
o Congresso, e já começavam os "criadores de opiniom"
a quentar motores. Artigo de Javier Sánchez de Dios ("La cita"),
no Faro, o mesmo 25 de Fevereiro, página 25, com caricatura de Beiras
e Paco Rodrígues: "(
) al fin y al cabo Primeira Linha es
lo que es, esta donde está y tendrán que aprender a convivir
con ella, o expulsarla. A saber." Artigo de Anxel Vence ("Viva Zapata"),
na sexta-feira, 26 de Fevereiro, também no Faro: "Alguna experiencia
tenemos ya aquí en Galicia, donde hace años era habitual la
presencia de los principales movimientos insurgentes de todo el mundo -desde
las guerrillas latinoamericanas al partido Baas de Sadam Husein- en un 25
de julio que superaba en colorismo y variedad ideológica a cualquier
fiesta nacional."
O 28 de Fevereiro,
Domingo, a Voz, página 6, publica umha entrevista com Alberte Júlio
Rodrigues Feijóo, para falar da III Asembleia Nacional de EN, e por
fim alguem da direcçom do BNG, fala abertamente das III Jornadas. O
mesmo Secretário Nacional de EN que viu como a imprensa non compreendia
e/ou tergiversava as suas declaraçons sobre a simplificaçom
do mapa político interno do Bloque, esse mesmo senhor dizia (ou dizia
o jornal que dizia) referindo-se a Primeira Linha (MLN): "(
) de
feito, esta xuntanza que promoveu durante este mes con grupos que ainda teñen
na sua práctica política a defensa deste tipo de métodos
(revolucionários), o BNG a rexeita absolutamente e non pode participar
de nenguna desas ideas." E falando do BNG dizia, ou dizia o jornal que
dizia: "(
) No BNG non hai ningún problema producido por
confrontación de forzas políticas no seu seo (
) Da democracia
interna do BNG saen os acordos. Eu, a verdade, esa confrontación neste
momento non a vexo." No Comment, que din @s que sabem inglês. Em
todo o caso, é resenhável que seja um dos poucos dirigentes
do Bloco que consegue que as suas intervius se publiquem em "galego".
A ver se ao final a famosa tese sobre meios de comunicaçom serviu para
algo
O Ideal Gallego
publicava, 4 de Março, quinta-feira, baixo o titular "Representantes
kurdos participarán en unas jornadas de Primeira Linha", umha
notícia a quatro colunas, com foto da mesa que presidia o I Congresso,
na que, entre outras cousas dizia: "Este colectivo (referindo-se ao MLN),
está formado por militantes del BNG, pese a que este partido político
no comparte las tesis del medio centenar de jovenes que integran Primeira
Linha. Mientras que el Bloque reclama el incremento de la soberania de las
instituciones gallegas, Primeira Linha -que redacta sus comunicados en portugués-
se declara independentista y comunista, aunque precisa que es una organización
internacionalista, solidaria con la lucha de los pueblos." Se déssemos
prémios às informaçons mais desinformadas, este jornalista
mereceria um.
Enfim, todos
os demais jornais (Progreso, Región, Correo,
) iam pola mesma
linha, nunca melhor dito. E 5 de Março, Sábado, o Ideal publicava
até um editorial sobre o tema, página 3. Baixo o título
"Primeira Linha", e em espanhol, este jornal chegava a solicitar
veladamente a expulsom do BNG (!). Explicava o editorial que "aunque
no ha reconocido como partido u organización a Primeira Linha, el Bloque
consiente su militancia en el frente. Y esto es lo preocupante de toda esa
chiquillada seducida por el jarraismo y las ganas de revolta na Galiza. El
BNG no puede seguir jugando a tanta ambiguedad." O Ideal tampouco.
O Faro começa
a destacar por ser o jornal que mais atençom presta ao BNG e todo o
que o arrodeia, pode ser porque já se decatou de que o futuro passa
ou vai passar por Rodrigues de Viguri -e também, é evidente,
por Peres Constanti. Sábado 6 de Março, publica umha mui interessante
e esclarecedora entrevista con Camilo Nogueira Romám, na sua condiçom
de candidato ao Parlamento Europeu, baixo o titular, posto em boca de Camilo:
"He contribuido a modificar el discurso europeo del Bloque." Num
arranque de hiper-correcçom política, dá pé a
que o jornalista reproduça em destaque estas palavras suas: "El
que no respete la línea ideológica del BNG ya sabe que está
en la calle." E para que tod@s @s leitoras/es do Abrente podan alucinar
coas declaraçons do ínclito, reproduzimos inteira a resposta
a umha pergunta do jornalista sobre Primeira Linha (MLN): "Primeira Linha
no está en el BNG. No hay ninguna organización en el Bloque
llamada Primeira Linha. Y todos los militantes del BNG tienen que respetar
la línea estratégica del Bloque, que es única y exclusivamente
la de la conquista de la mayoria democrática por métodos democráticos,
y respetando las minorias. Cualquier otro método de lucha política
está absolutamente fuera del BNG y si algun militante individual lo
defiende, pues de hecho está fuera del BNG." Vale. Nom existimos,
mas el publicou um artigo neste vozeiro, que se calhar também nom existe.
Fala Camilo de
muitas outras cousas, e entre elas da suposta tendência a unidade orgánica
dentro do BNG, mas nom di nada novo. Camilo e o camilismo sempre estivérom
em contra do frentismo, e nom vam mudar agora. Sobretodo porque el e os seus
acólitos, ou os seus epígonos, som os vencedores ideológicos
neste final de século. Só lhes falta ir-se situando melhor,
porque as suas ideias já triunfarom. Fijo-se certo para eles aquilo
de ir de derrota em derrota até a vitória final.
A Nosa Terra, disposta a demonstrar que a sua capacidade para fazer o parvo nom se esgota, decide nom publicar umha só linha de informaçom real sobre as Jornadas, e no número 873, de 11 de Março, publica na sua secçom Lecer, página 38, dentro do apartado de Convocatórias, como se se tratar de um prémio ou um concurso, umha breve, brevíssima, nota des-informativa (13 linhas escasas), onde, sem citar participantes, nem lugares, nem horas, limita-se a dar um número de telefone para recadar mais informaçom. Pensarám seriamente em colocar na sua cabeceira aquela velha imagem da RCA-Victor do cam e a gramola?
Um kurdo na corte de Dom Manuel. Um ginecólogo na alcova de Geluco
E vinhérom
logo uns dias de seca informativa respeito das Jornadas. Finalmente, nom houvo
trevoada e, informativamente falando, todo se foi calmando. Mas uns dias antes
de começar, produziu-se umha pequena avalancha de notícias,
referidas a se o representante do Frente de Libertaçóm Nacional
do Kurdistam (ERNK), Alí Giyit, seria ou nom recebido polo Presidente
do Parlamento autoanémico, José Maria Garcia Leira e polos grupos
parlamentares, tal e como el solicitava. E a oficina de protocolo de Garcia
Leira, que confirmava, na sexta-feira 12 de Março, a entrevista para
quarta-feira 17 de Março, anula-a no dia 15 de Março, segunda-feira,
logo de ter recebido mui possivelmente pressons de todo o tipo durante o fim
de semana.
Com os grupos
parlamentares a cousa foi ainda pior. Se os Policiais e os Squizoides nem
sequer respondérom à petiçom da entrevista, feita por
escrito dias antes de que começassem as Jornadas, o BNG escudou-se
em nom-se-sabe-o-quê escusas para nom recebê-lo. Ainda que finalmente,
e logo de que muita gente se interessa-se polo tema, Alí Giyit foi
recebido na Sede Nacional do BNG, nom no Parlamento, e por um membro de segunda,
que por suposto nom era deputado. E é que a dirigência do Bloco
nunca deixará de surprender-nos. E assi se explica o titular do Faro,
novamente o Faro, dia 16, página 24, que di: "Garcia Leira y el
BNG se niegan a recibir al portavoz del Parlamento kurdo en el exílio."
Nom vaia ser que haja por aí um turco que poda botar nas eleiçons
municipais e europeias e perdamos um voto. E para mostrar a parte visível
do icebergue da negativa a receber o representante kurdo, empregava este jornal
um grande titular, quatro colunas e foto da conferência de imprensa
de Alí Giyit na sede de Primeira Linha (MLN).
Mas o colossal
foi a entrevista mantida com Esquerda de Galiza, neste caso sim, no Parlamento,
e coa presença de Geluco, que nom é parvo e sabe bem qual é
o valor dumha foto na imprensa. Assi que se reune, e vam os fotografos, e
dia seguinte publicam a foto da entrevista, ilustrando umha nova sobre os
ginecólogos e EdG, e fazendo passar por ginecólogos ao pobre
de Ali Giyit e ao seu interprete. Prémio novamente para o jornalista
espilido, para o redactor-chefe, para o director, e para o conjunto da empresa
jornalista editora. Passará à história.
E também
devemos resenhar por último o aparecido nas páginas de Ferrol
do Ideal e da Voz 16 de Março: recolhiam ambos os meios umha nota enviada
polas Nuevas de-Generaciones del Partido Policial, na que amosavam o seu malestar
coa charla que Iñaki Antiguedad dava nesse mesmo dia na Fundaçom
Artábria dentro do programa das Jornadas. Assinalavam na nota que "Primeira
Linha se alimenta de la doctrina que le proporciona gente como la de HB, integrantes
de ETA." Mas todo se desenvolveu com normalidade.
Apesar de todo,
e apesar de tod@s, as Jornadas fôrom um éxito. Centenas de pessoas
participarom nas cinco cidades. Houvo que suspender, por diversos motivos,
algumhas das charlas programadas, pois sempre existem desajustes de último
da hora. Só os ignorantes e férridos e duros, imbecis e escuros
decidírom silenciá-las. As mocidades da Unión Pro-Milosevic
na Galiza dedicavam-se a arrancar os cartazes colados polas ruas, polas faculdades
e por pubs e bares. Mas isto nom nos deve chamar a atençom: estava
convocada umha greve de idiotas para esses dias, mas finalmente chegárom
a um acordo coa patronal e forom trabalhar.
E o sentido da
mesura, e o da precauçom, convidam-nos a deixar aqui esta crónica.
É evidente que isto remata com um to be continued. Antes do nosso próximo
encontro estará polo meio o 13-J. Votarei esse dia ainda que seja o
último que faga: ainda estou à procura do consulado para poder
exercer o meu direito ao voto. Aguardo ter algo que celebrar nessa noite,
sobretodo para ter umha escusa para a ressaca que teremos no dia 14. Camilo
será deputado europeu. Outr@s serám alcaldesas ou alcaldes.
Cacharro seguirá sendo Cacharro. Baltar seguirá sendo Baltar.
Alhariz seguirá sendo Alhariz. E o mundo seguirá a rodar igual
que sempre rodou.
Nom perdam de
vista os seus quiosques. Abril chuvoso e Maio ventoso, deixam a Junho florido
e formoso. O acontecimento arranca-se à heterogénese de componhentes
essencialmente discordantes. Alea jacta est.