Dignas e revolucionárias palavras do Comandante guerrilheiro Simón Trinidad, preso num Cárcere colombiano de máxima segurança

28 de Março de 2004

Primeiras declaraçons do comandante Simón Trinidad, das FARC, preso no cárcere de máxima segurança de Cómbita, na Colômbia. Trinidad, de extracçom social privilegiada, renunciou à sua posiçom de classe para aderir às fileiras revolucionárias das FARC-EP. Agora, reafirma-se no seu compromisso com o povo na sua nova trincheira de combate por umha nova Colômbia:

"A todos os compatriotas que desejam e luitam por umha pátria com trabalho, pam, teito, saúde, educaçom, liberdades políticas, Forças Armadas Bolivarianas e respeito pola nossa soberania nacional.

Sei há muitos anos que o cárcere também é umha possibilidade no nosso caminho para a vitória. Por isso, na minha condiçom de prisioneiro de guerra, continuarei a luita. Assim o dita minha consciência. Continuo convencido de que a causa popular, que abracei anos atrás e pola qual abandonei todos os privilégios económicos, sociais, culturais e políticos que algum dia tivem, é a mais justa e nobre que um verdadeiro revolucionário deve assumir.

Assim me ensinárom, com o seu exemplo, milhons de compatriotas simples, humildes, mas muito valentes, que em variadas formas de combate popular historicamente procurárom e procuram realizar as mudanças profundas que a Colômbia exige com urgência.

A minoria uribinista no poder pretende desmoralizar os luitadores populares e os seus organizadores ao fazer crer que com a minha captura no Equador dérom um golpe demolidor nas FARC - Exército do Povo.

Vá ilusom. Sou apenas mais um dos tantos milhares de guerrilheiros da organizaçom. As FARC-EP continuarám sólidas em toda a Colômbia porque as causas que dérom origem ao nosso levantamento em armas continuam a vigorar: um regime político oligárquico, corrupto e terrorista, que entregou nossa soberania aos Estados Unidos; a concentraçom indignante da riqueza; as profundas desigualdades sociais que dividem os colombianos; e umhas forças militares que com a guerra sustentam todo isso e traem o ideário do Libertador Simón Bolívar.

No Equador avançava umha missom importante para o futuro da paz na Colômbia, mas nom estou autorizado a dizer qual.

Ninguém me delatou em Quito. A política descobriu-me através do seguimento que faziam à pessoa que me alojou, e informou militares colombianos e agentes gringos,os quais efectuárom a operaçom de captura.

Assim, o pagamento de milhares e milhares de dólares a um delator fantasma é outro roubo mais dos corruptos que manobram os orçamentos multimilionários para a 'segurança democrática'.

Agradeço as vozes de alento dos jornalistas - homens e mulheres - postados na entrada da Fiscalia, espero, isso sim, objectividade na informaçom. Nom se deixem manipular polos seus chefes e donos desse aparelho de propaganda oligárquica em que se converteram os meios de informaçom.

E não digo mais porque estou a violar determinaçons superiores. Nom estou autorizado a emitir opinions públicas, só o Estado Maior e o seu Secretariado estám a pronunciar-se publicamente e eu nom pertenço nem a um nem ao outro.

Abraço revolucionário a todos os combatentes das FARC-Exército do Povo, aos milicianos populares e bolivarianos, aos camaradas do Partido Comunista Clandestino Colombiano e, sobretodo, aos milhares de operários, camponeses, estudantes, populares, indígenas, profissionais, artistas, militares patriotas e sacerdotes de base membros do Movimento Bolivariano.

Viva Bolívar! e adiante com a luita.
Contra o imperialismo, pola pátria!
Contra a oligarquia, com o povo!
"

 

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