Chávez chama o povo venezuelano a pegar em armas contra o golpismo contrarrevolucionário

18 de Maio de 2004

Dezenas de milhares de venezuelan@s saírom domingo às ruas do centro de Caracas contra a "violência e o para-militarismo", umha semana depois da detençom de mais de 100 de paramilitares colombianos nos arredores da capital.

A grande manifestaçom, que durou quase oito horas, partiu do sudeste de Caracas e cruzou a cidade até a avenida Bolívar, no centro. Nom houvo nengum incidente durante a marcha.

No calor da marcha, Chávez anunciou um plano de defesa "popular e militar" na Venezuela para enfrentar conspiraçons que atribuiu aos seus opositores dentro e fora do país.

"Que comece desde hoje mesmo a organizaçom popular e militar para a resistência e a defesa, porque esta revoluçom seguirá luitando a passos de vencedores e nada nem ninguém poderá com o povo venezuelano", dixo o presidente, durante discurso aos manifestantes. "Decidim aumentar o contingente militar das tropas para ter umha força armada forte, com maior mobilizaçom", completou.

Chávez afirmou que após a detençom dos paramilitares, o seu governo revolucionário entrou numa "etapa anti-imperialista". O governo sustenta que os colombianos presos, membros de grupos paramilitare de extrema direita, planejavam um golpe de Estado com a anuência dos Estados Unidos.

"Todas estas tentativas de derrubar o governo, desestabilizar a Venezuela, entram no tabuleiro mundial. Entram nessa linha de acçom que o imperialismo adoptou, principalmente nestes últimos dois anos", disse.

"Esta é umha revoluçom que tem entrado numha fase anti-imperialista. Isso tem um profundo significado, e obriga-nos a pensar e a fazer. Isso obriga-nos ao pensamento claro e à acçom nom só na Venezuela, mas no mundo inteiro", continuou Chávez.

Chávez declarou que o plano está baseado em três pontos: a uniom cívico-militar, o aumento do contingente militar e a criaçom de milícias populares tuteladas polas forças armadas.

Em opiniom do presidente venezuelano, os cem mil reservistas que há no país nom bastam para evitar a conspiraçom, polo qual mandou localizar os militares em retiro "para que se organizem na preparaçom da defesa, em cada cidade, em cada povoado, em cada ilha, em cada empresa".

Esta manifestaçom marca um novo ponto na marcha da Revoluçom Bolivariana, que até agora tem enfrentado vitoriosamente numerosas tentativas violentas da burguesia e o imperialismo ianque de derrotá-la nos seus pouco mais de cinco anos de existência.


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