Novos acidentes laborais incrementam a lista de mortes e feridos entre trabalhadores e trabalhadoras galegas

26 de Agosto de 2004

Moisés Rei, de 25 anos e trabalhador da construçom, perdeu ontem a vida enquanto trabalhava num andaime na corunhesa rua de Sam Inácio. O jovem caiu de grande altura ao ceder a estrutura em que desenvolvia a sua jornada laboral. O companheiro que travalhava com ele ficou pendurado da estrutura e pudo ser resgatado por outros operários, salvando assim a vida. Por enquanto, nom se figérom públicos dados sobre as causas da queda do andaime nem sobre as medidas de segurança com que contava a obra.

Moisés vem engrossar a negra lista de vítimas do capital, cuja lógica assassina do máximo lucro acabou no ano passado com a vida de mais de cem trabalhadores e trabalhadoras galegas. O terrorismo patronal assanha-se especialmente na mocidade operária que trabalha nas piores condiçons de precariedade tanto salarial como em matéria de segurança.

Também ontem, dez trabalhadores da empresa Pescados Muiños, em Celeiro, resultárom intoxicados por umha fuga de amoníaco procedente do sistema de refrigeraçom da factoria, a conseqüência do qual precisárom de atençom sanitária. Os acidentes de carácter "ligeiro" na Comunidade Autónoma Galega superárom nos últimos anos os 45.000 anuais, mais de 120 por dia, segundo dados oficiais, quer dizer, sem contar aqueles que sofrem @s trabalhadoras/es que por carecerem de contrato ou se acharem em situaçom laboral irregular nom som reflectidos nas estatísticas.

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