AGIR contesta novo Plano de Normalizaçom Língüística da Junta da Galiza

15 de Setembro de 2004

A partir de um dos ámbitos a que se dirige o rascunho apresentado pola Junta da Galiza para aplicar um novo Plano de Normalizaçom Lingüística, como é o do ensino, a organizaçom estudantil independentista, AGIR, fijo pública a sua avaliaçom do documento institucional. Reproduzimos na íntegra o conteúdo do comunicado:

Posicionamento de urgência de AGIR ante a apresentaçom do rascunho do novo Plano de Normalizaçom Lingüística

O bosquejo do novo plano de Normalizaçom Lingüística do Director Geral de Política Lingüística, Jesus Paulo Gonçales Moreiras, que inicia estes dias os trámites para o seu debate no Parlamento autonómico, vem a confirmar lamentavelmente os dramáticos prognósticos que da nossa organizaçom se vinham fazendo. Quer dizer:

1.- Que após 25 anos de Estatuto de autonomia, todas as leis e iniciativas que se figérom supostamente em prol da língua galega nom só nom tenhem implicado avanços significativos senom que tenhem contribuido para a ferir de morte. A nossa língua passou de estar numha situaçom de privilégio para a sua normalizaçom, tanto polo número de falantes como pola sua projecçom, presença e prestígio a nível internacional, a se encontrar em perigo de desapariçom na terra que a viu nascer, segundo os dados da UNESCO ou da própria Junta de Galiza.

2.- O plano que agora pretende aprovar o Partido Popular, para lavar as maos na pré-campanha eleitoral, é um insulto para todas as pessoas, colectivos, associaçons e organizaçons que defendem a língua neste país. A corrupta direita espanhola que leva mais de 20 anos fazendo ouvidos surdos às denúncias de discriminaçom lingüística, que é contrária à sua cooficializaçom nas comarcas galegas sob administraçom asturiana e catelhano-leonesa, que mostra umha negligência absoluta à hora de aplicar a já miserável Lei de Normalizaçom Lingüística e que é responsável de que a única língua que se normalizasse na Galiza fosse o espanhol agora pretende apresentar na CAG mais umha anestésia que no fundo procura acalar as críticas dos sectores mais conscientes do nosso povo e dar umha morte prazenteira ao galego afável.

3.- De AGIR somos conscientes de que só a criaçom de mecanismos reais de defesa do idioma podem devolver a viçosidade do galego-português na Galiza. Como organizaçom estudantil, achamos que o ensino é um sector fulcral para a sua recuperaçom e normalizaçom plena. De facto nom é por acaso que seja precisamente no ensino onde a Junta mais se tenha preocupado de incumprir a legislaçom a respeito da normalizaçom lingüística, ficando em evidência ante numerosos centros que mostrárom a sua indignaçom por carecer de meios para fazer cumprir a lei. Daí que vejamos como umha absoluta prioridade a construçom de um ensino nacional galego monolíngüe.

4.- Devido à situaçom que atravesa a nosso idioma fazemos um chamado ao resto de organizaçons nacionais estudantis e normalizadoras de encetarmos umha dinámica mobilizadora e de luita unitária para avançarmos na sua regeneraçom. Nom avondam mobilizaçons pontuais como o paro no ensino secundário de 28 de Abril do ano lectivo passado. Cumpre afundarmos nesta linha desde umha perpectiva planificada e realista. Porque agora mais que nunca temos, como cantara o poeta da Terra Cha, de defender o idioma como seja:/ com raiva, com furor, a metralhazos…temos que luitar cos desleigados que desejam matá-la e enterrá-la.

Galiza, Setembro de 2004

 

:: Mais informaçom sobre o novo Plano de Normalizaçom Lingüística

- Depois de mais de vinte anos de incumprimentos, a Junta da Galiza di agora que quer fazer cumprir a legislaçom lingüística no ensino (+...)

 

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