Julgamento a quatro polícias por agressom contra militante de AGIR

7 de Junho de 2004

No dia 8 deste mês de Junho, quatro polícias municipais de Compostela serám julgados pola agressom à militante de AGIR Giana Gomes, que data de 10 de Abril de 2003.

Os factos ocorrêrom ao finalizar umha manifestaçom contra a guerra, enquanto a organizaçom tentava negociar com o alcaide Sanches Bugalho a suspensom de um concerto contra a guerra imperialista organizado para o dia seguinte. Ante a tentativa de despregar umha faixa, um grupo de polícias locais saiu do Palácio de Rajói agredindo os e as militantes e estudantes mais próxim@s do alcaide. Giana Gomes foi ferida na cabeça, tendo de ser conduzida ao Hospital Clínico de imediato. Posteriormente, denunciárom-se as agressons policiais.

Este tipo de actuaçons repressivas e violentas da polícia (seja esta local, municipal ou estatal) nom som umha novidade, caracterizando-se pola perseguiçom dos direitos democráticos à liberdade de expressom (multas pola realizaçom de murais políticos, colagens de cartazes, seguimento e controlo da actividade d@s militantes independentistas) e pola prática sistemática da violência e da intimidaçom.

Isto, longe de ser desconhecido polo Governo do concelho compostelano, fai parte de umha campanha de extermínio da dissidência política na comarca, em que o pretendido esquerdismo da coligaçom PSOE-BNG fica em papel molhado ante os incessantes atropelos aos direitos democráticos que esse Governo impom.

O jornal-vozeiro da direita El Correo Gallego, conhecido pola sua intoxicaçom e criminalizaçom mediática contra o independentismo, aplaudiu as medidas tomadas por Bugalho e as comparsas hipócritas do BNG contra o concerto de AGIR. Incluso chegou a anunciar na sua ediçom do dia 12 de Abril de 2003 que “AGIR fracassou na sua tentativa de levar o concerto a Boqueixom”, tratando de ocultar a realidade: a vitória da liberdade de expressom contra o fascismo do concelho compostelano.

AGIR manifestou que, após um ano da suspensom unilateral do concerto contra a guerra, após um ano das agressons à sua militáncia e a hospitalizaçom da companheira, após um ano de repressom e perseguiçom sem trégua, a organizaçom está preparada e disposta a nom ceder um passo na sua luita polo direito a dissentir da ordem estabelecida, e de assinalar o fascismo do governo PSOE-BNG.

 

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