Aznar, próximo presidente honorífico do PP, defende os assassinatos de Vladimir Putin

17 de Setembro de 2004

O ex-presidente do Governo espanhol e líder na sombra do Partido Popular, responsável político por toda a bateria de medidas de recorte de liberdades impostas no Estado espanhol durante os seus oito anos de governo, saiu agora em defesa da política dita "antiterrorista" do Governo russo contra o povo checheno. Em concreto, referiu-se à resposta que Putin deu à tomada de reféns por parte de um grupo guerrilheiro na Ossétia, que concluiu com meio milhar de mortes, a maior parte crianças, devido à negativa de procurar umha saída negociada por parte do presidente russo e ao conseguinte assalto.

Se bem organismos internacionais como a UE figérom apenas mornas críticas à actuaçom russa, o ex-presidente Aznar foi mais longe qualificando de "irresponsável" umha hipotética saída negociada ao seqüestro das centenas de crianças finalmente mortas após o assalto das forças especiais russas. Recordemos que diversas fontes apontárom para os efectivos policiais russos como executores de um bom número de crianças na escola de Beslan, seguindo as ordens de assalto do Governo de Putin.

Deste modo, Aznar reafirma-se na defesa da "linha dura" que dá continuidade ao seu apoio à guerra contra o povo iraquiano, à ilegalizaçom de partidos, clausura de meios de comunicaçom e outras medidas de excepçom de tinte fascistóide como as que aplicou a partir do Governo do Estado espanhol.

Lembremos que também o "democrata" Putin, logo a seguir de provocar a matança de Beslan, agora louvada por Aznar, anunciou medidas de excepçom como a eliminaçom de processos eleitorais e a eleiçom directa polo seu executivo dos governos das repúblicas dependentes do imperialismo russo. Em sua opiniom, assim fortalecerá a sua particular "guerra contra o terrorismo", ao tempo que continuará a dizimar a populaçom chechena, vítima de um genocídio aplicado com impunidade polo exército russo desde há mais de umha década.

Por seu turno, o próximo "presidente honorífico" do PP e padrinho do actual líder do partido, Mariano Rajói, após confirmar o seu apoio à guerra de Bush contra o Iraque e repetir a sua belicosa receita de "com os assassinos nom cabe negociaçom nengumha", afirmou que "Agora me dedico ao mundo das ideias, a ensinar, a escrever; portanto, continuarei na vida activa, trabalhando todo o que puder, e ganharei a minha vida escrevendo, defendendo as minhas ideias, ensinando e trabalhando, que é o que sei fazer".

Provavelmente esteja Aznar a referir-se às suas actividades financeiras e políticas nos EUA, onde recebe os favores económicos dos círculos da extrema direita republicana em pagamento aos serviços emprestados, ou entom às malversaçons de dinheiros públicos do Estado espanhol para pagar a um lobby ianque e receber assim a medalha do Congresso estado-unidense.

Convém finalmente salientar que o PP criou o citado cargo honorífico para que Aznar poda continuar a seguir do congresso de Outubro na Executiva do partido hegemónico da direita espanhola. Por enquanto, semelha continuar a marcar linha como representante no Estado espanhol da estratégia fascista do imperialismo ianque. Assim é que defenderá "as suas ideias".

 

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