NÓS-UP denuncia ocupaçom policial da capital galega

21 de Julho de 2004

-controlo policial
+liberdade de expressom

Mais um ano, o povo de Compostela tem que aturar nos meses de Verao o reforço do já de por si abusivo desdobramento de corpos policiais na nossa cidade. Se o governo municipal de coligaçom PSOE-BNG insiste em aplicar umha "Ordenança Geral de meio ambiente urbano" contrária à liberdade de expressom, cujos efeitos conhecemos em forma de detençons, sançons económicas e prisom para militantes da esquerda independentista e activistas sociais, agora toca fazer ainda mais visível a engrenagem da repressom desenhando umha ocupaçom em toda regra das nossas ruas.

Às funçons nitidamente políticas que vinha desenvolvendo a polícia municipal -um corpo obsesionado por cumprir as directrizes que teimam em eliminar qualquer propaganda subversiva presente em Compostela- soma-se a presença constante de unidades de intervençom da polícia espanhola. Tais unidades, tristemente conhecidas pola repressom violenta de distintas mobilizaçons populares todo ao longo da nossa naçom, com um cumprido balanço de tundas, insultos, detençons e abusos de toda classe, ocupam agora boa parte das nossas ruas e realizam controlos a mao armada nas entradas da cidade, alimentando um estado de insegurança colectiva que nos lembra àqueles dias de Inverno de 2002 em que a cimeira de ministros de justiça e interior da UE convertera Compostela num inferno irrespirável inçado de uniformados. Nom esqueçamos tampouco que um contingente bem nutrido de polícias à paisana se dedica a reio à espionagem desse amplo leque de activismo político e social presente na nossa capital, submetido a um tratamento de excepçom de baixa intensidade. De NÓS-UP queremos fazer certas reflexons e chamar à acçom:

-Compostela está a converter-se no laboratório por excelência das medidas desenhadas pola política do regime contra a liberdade de expressom: medidas legais -ordenança geral-, vinculaçom poder político-judicial (som habituais as declaraçons de Bugalho a pedir aos juízes condenas mais duras contra quem pintam e distribuem propaganda política), apoio mediático (campanha de fustigaçom dos ultradireitistas de "El Correo Gallego" e silenciamento de "La Voz de Galicia") e, finalmente, coerçom pura e dura: os controlos de estrada, os controlos aéreos do helicóptero da UIP, as patrulhas de antidistúrbios som só a ginja na torta de umha engrenagem pensada e desenhada para quem nos organizamos e luitamos.

-Este estado de excepçom está a instalar-se ante umha preocupante passividade da maioria social, cegada e insensível ante medidas de controlo social impensáveis há dez anos, quando a estratégia turistificadora para com a nossa cidade era ainda um bosquejo. Nom há piores retrocessos sociais que os que se fam sem a consciência das populaçons afectadas, pois as cessons que hoje fagamos dificilmente poderám ser invertidas. Tampouco serve a hipocrisia de quem exerce responsabilidades de governo e, manchado pola cumplicidade em multas e condenas de prisom, ampara pequenos tenderetes mediáticos para lavar a consciência e dizer que se defendem "direitos e liberdades." Um hipócrita vale tam pouco como um repressor puro e duro.

-@s ingénu@s esperançad@s por "mudanças tranqüilas", incaut@s e crédul@s, tenhem ante os seus olhos a "nova política" do PSOE. Novas formas e retórica confusionista para idênticas receitas: o operativo policial é responsabilidade directa do Ministério de Interior, o delegado Ameixeiras e o presidente municipal Sánchez Bugalho. O BNG assente e o PP cala porque vê aplicada a sua política.

-Embora @s embarcad@s na luita pola liberdade de expressom sejamos ainda pouc@s, nom resta outro caminho que a denúncia contundente, a prática contínua da agitaçom e a propaganda para que nom nos expulsem das nossas própias ruas. Essa, junto a solidariedade activa com as dúzias de represaliad@s, é a melhor pedagogia política.

-O próximo Dia da Pátria será o exemplo da perseguiçom e quase ilegalizaçom de facto das opçons soberanistas conseqüentes, com todo um operativo específico a controlar as mobilizaçons e amedonhar a base social independentista. Mais umha razom para sairmos à rua com mais força e dizer bem alto que nom damos nem um passo atrás.

Basta já de recorte de direitos fundamentais!
Liberdade de expressom!

 

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