CIG denuncia agora nepotismo e esbanjamento nas obras da Cidade da Cultura

14 de Outubro de 2004

Se no seu dia a esquerda independentista foi a única força política que se manifestou abertamente contra o faraónico projecto da chamada Cidade da Cultura que a Junta da Galiza constrói em montes da capital galega, agora a representaçom da CIG na Administraçom autonómica denunciou publicamente o nepotismo existente nas contrataçons das obras e o esbanjamento manifestado no "desfase orçamentário" e "malversaçom de caudais públicos por parte da Conselharia da Cultura".

Lembremos que NÓS-UP propujo no seu dia que os 80.000 milhons de euros previstos para a obra, que depois fôrom 120.000 e agora já som o dobro, fossem destinados a compensar os catastróficos efeitos da maré negra do Prestige. Em Dezembro de 2002, militantes independentistas pintárom de preto a sede do organismo que promove a tal Cidade da Cultura, reivindicando a suspensom do projecto. Em Março de 2003, a esquerda independentista protagonizou umha manifestaçom com o mesmo motivo.

Por seu turno, as forças governantes na Cámara municipal de Compostela, PSOE e BNG, defendêrom e defendem, de maos dadas com o PP, um projecto que agora está a transcender como o que realmente é: umha enorme via para o lucro de empresas e políticos, com milhons e milhons investidos sem nengum controlo ou fiscalizaçom democrática. Também na contrataçom se desconhece o procedimento e a adjudicaçom por verbas, devido a umha falta de transparência agora denunciada pola CIG. Do pouco que se conhece sobre o processo de construçom, sabe-se que a direcçom técnica da obra corresponde a umha empresa que dirige o marido da conselheira da Família, Pilar Rojo.

A CIG pede agora aquilo que NÓS-UP reclamou há mais de um ano: a paralisaçom imediata do projecto por supor um "atentado" aos interesses gerais e causar um "quebranto monetário" nos fundos públicos, levando à "ruína financeira" a Administraçom autonómica. A central nacionalista requer ao conselheiro da Cultura, Jesus Peres Varela, e ao presidente da Fundaçom Cidade da Cultura, Celso Currás (ambos dirigentes do PP), umha explicaçom da gestom de um projecto que, de resto, tem causado já um grave impacto ambiental numha zona de grande valor paisagístico para a comarca compostelana.

Entretanto, PSOE e BNG mantenhem o apoio ao projecto.

 

:: Informaçons anteriores sobre o mesmo tema

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- Concentraçom contra a Cidade da Cultura (+...)

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Vista aérea do impacto paisagístico já verificado por causa das obras da Cidade da Cultura em Compostela