NÓS-UP tem que declarar no julgado por exercer solidariedade democrática com Euskal Herria

26 de Outubro de 2004

NÓS-UP informa no seu web da concentraçom convocada para amanhá, quinta-feira 27 de Outubro, nos julgados da capital da Galiza, em solidariedade com o membro da Direcçom Nacional e secretário geral do nosso Partido, Carlos Morais. Estamos ante mais umha da série continuada e interminável de iniciativas repressivas contra militantes da esquerda independentista galega, como sempre sem mais sustento que a vontade exemplarizante e o objectivo político, declarado nesta ocasiom no passado mês de Junho polo Fiscal Geral do Estado espanhol, Conde Pumpido, de "ir contra NÓS-UP".

Reproduzimos a seguir o comunicado feito público por NÓS-UP ante esta nova agressom do Estado espanhol ao movimento independentista galego.

Comunicado Nacional

NÓS-UP tem que declarar no julgado por exercer solidariedade democrática com Euskal Herria

A quarta-feira 27 de Outubro, Carlos Morais, membro da Direcçom Nacional de NÓS-UP, tem que declarar no Julgado de Instruçom nº 7 de Compostela acusado de falsificar assinaturas à hora de nomear apoderad@s em Biskaia durante a campanha eleitoral ao parlamento europeu.

Carlos Morais, como responsável pola candidatura da esquerda independentista galega nas eleiçons europeias do passado 13 de Junho, foi quem tramitou e nomeu apoderad@s de NÓS-Unidade Popular em Biskaia, Gipuskoa, Araba e Nafarroa.

Perante a ilegalizaçom da candidatura Herritarren Zerrenda (HZ) polo Estado espanhol NÓS-UP assumiu o compromisso de facilitar a contagem de votos da candidatura ilegal em todas e cada umha das mesas de Euskal Herria nomeando centenas de basc@s como apoderad@s.

O apoio de NÓS-UP à esquerda abertzale foi umha mostra da mais elementar solidariedade internacionalista entre povos oprimidos polo mesmo Estado. Permitir contabilizar os apoios eleitorais de HZ nom era um dever democrático, senom umha responsabilidade ineludível para umha organizaçom independentista e socialista coerente com os seus postulados. Naquela altura demonstramos com factos e nom só com palavras que o internacionalismo fai parte da identidade da esquerda independentista galega, e que apesar dos riscos que conscientemente assumíamos fomos coerentes com o que defendemos. NÓS-UP contribuiu para denunciar a ofensiva fascista do Estado espanhol, contribuiu para denunciar a ausência de verdadeira democracia dum regime que persegue ideias, fecha meios de comunicaçom, e ilegaliza organizaçons e forças políticas polo mero feito de defender o direito de autodeterminaçom.

Nesta lógica repressiva devemos enquadrar o processo aberto contra Carlos Morais, como dirigente de NÓS-UP, por parte da Fiscalia Geral do Estado. A 11 de Junho, Cándido Conde-Pumpido manifestou que a Fiscalia perseguiria NÓS-UP se se demonstrava que existiu falsificaçom de assinaturas, e portanto um “facto delitivo”.

Quatro meses depois das ameaças do Fiscal Geral, NÓS-UP tem que declarar perante o processo aberto pola Fiscalia Geral do Estado espanhol.

Nom só resulta esperpêntico que Carlos Morais esteja acusado de falsificar a própria assinatura; carece do mais mínimo fundamento jurídico, é completamente ridículo e absurdo que o Estado espanhol tenha que recorrer a esta acusaçom para criminalizar a solidariedade internacionalista ante a ausência de qualquer indício de ilegalidade à hora de exercer um direito amparado pola legislaçom eleitoral vigente. O Estado pretende com esta accçom repressiva exercer umha vingança política condenada ao mais rotundo fracasso.

No dia 27 de Outubro Carlos Morais vai obviamente negar a acusaçom de ter falsificado a própria assinatura, definir como um processo político o que abriu a Fiscalia, e ratificar a decisom adoptada em Junho por NÓS-UP de apoiar a esquerda abertzale.

NÓS-UP apela ao conjunto de forças e organizaçons galegas, comprometidas com a democracia e a liberdade, a manifestarem a solidariedade com Carlos Morais.

NÓS-UP vai acompanhar a declaraçom de Carlos Morais com umha concentraçom de apoio e de denúncia convocada sob a legenda “Nom à criminalizaçom da solidariedade internacionalista” a quarta-feira 27 de Outubro às 11 horas diante dos julgados da capital da Galiza.

Galiza, 25 de Outubro de 2004


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