12 de Outubro: O povo de Caracas derruba estátua de Colombo no "Dia da Resistência Indígena"

13 de Outubro de 2004
Enquanto o Estado espanhol levava as tropas e armas às ruas madrilenas para celebrar o imperialista e fascista "Dia de la Raza", o 12 de Outubro foi comemorado como cada ano no continente americano como "Dia da Resistência Indígena".
Na capital da Venezuela bolivariana, integrantes de diversas organizaçons populares, a plena luz do dia e sem pedir permissom a ninguém, deitárom abaixo um dos maiores símbolos da opressom colonial espanhola sobre a América. Numha acçom que lembrou as diversas iniciativas similares desenvolvidas na Galiza pola esquerda independentista contra estátuas e simbologia franquista, militantes da esquerda revolucionária e indigenista figérom cair umha estátua de Cristóvao Colombo, arrastando os pedaços da praça Venezuela até o Teatro Teresa Carreño, onde se estava a comemorar o "Dia da Resistência Indígena" com um acto chamado "Eu digo palavras ancestrais".
Nas redondezas do teatro, a polícia de Caracas (controlada pola oposiçom contrarrevolucionária que governa a capital) carregou contra a marcha espontánea e detivo várias pessoas, e a fiscalia abriu expediente contra cinco suspeitas de efectivarem o acto de desagravo anti-imperialista.
Ante os discursos mediáticos atacando o suposto "vandalismo" da acçom, o movimento popular convocante afirmou que vandalismo é o que fijo Cristóvao Colombo, quando espezinhou o nosso continente com a sua carga de malandros que assassinárom, violárom, vexárom e transmitírom doenças venéreas aos nossos ancestros, que até essa altura viviam em paz sem prejudicarem ninguém, sem mais preocupaçom que o seu diário viver... nom questionamos o encontro entre dous mundos, mas nom perdoamos o maior genocídio da Humanidade, que sem nengumha necessidade se efectivou e que nos dói como venezuelanos e bolivarianos que somos, choramos o sangue vilmente derramado dos nossos indígenas."
Além
de na Venezuela, que continua a dar mostras da vitalidade da experiência
revolucionária que desenvolve o seu povo, também noutros países
como a Argentina, Bolívia ou Colômbia se realizárom manifestaçons
populares e todo o tipo de actos dentro da jornada de luita conhecida como
"Dia da Resistência Indígena", causa à que aderimos
desde a Galiza quem fazemos Primeira Linha em Rede e, com certeza,
o conjunto da nossa esquerda independentista.