Os dados actuais da invasom do Iraque

16 de Julho de 2004

O número de baixas ocupantes no Iraque, em confrontos com a guerrilha patriótica, eleva-se para mais de mil, desde Março do ano passado. Apenas as baixas norte-americanas somam cerca de 880 soldados, dos quais 673 fôrom mortos em ataques, ou confrontos com rebeldes, e o restante em suicídios, fogo amigo, problemas de saúde e acidentes. Inglaterra perdeu 60 soldados e os demais mortos som de outros estados como Itália, Coreia do Sul, Japom, Austrália e o Estado espanhol entre outros.

A maioria das baixas das forças invasoras ocorrêrom depois de encerrada oficialmente por Bush, em primeiro de Maio do ano passado, a fase de grandes combates, quando a resistência iraquiana passou a realizar ataques guerrilheiros sistemáticos contra as tropas de ocupaçom, que até hoje se vírom impotentes para deter o crescimento do movimento de resistência, apesar de terem impingido um número de mortes bem superior entre o povo iraquiano.

Em concreto, estima-se que o imperialismo matou já mais de 13.000 civis e cerca de 6.000 militares iraquianos na sua particular campanha "pacificadora". Os ataques "certeiros" do exército americano, que chegaram a atingir hospitais, escolas e áreas residenciais som os principais responsáveis polo enorme número de civis mortos, juntamente com a dura repressom à populaçom do país, que resiste como pode à ocupaçom.

Apesar de as forças imperialistas estarem em umha enorme vantagem no que di respeito à tecnologia e recursos para seu exército, nom conseguem controlar a populaçom iraquiana, que em conseqüência é já umha das mais pobres do planeta. Nem mesmo com a transferência de poder para um governo fantoche, totalmente submisso aos EUA, foi possível aos ocupantes manter a situaçom do país minimamente estável.

O novo governo tem como objetivo levar à frente a opressom à populaçom iraquiana, mas ainda nom conseguiu sucesso. Recentemente foi aprovada a Lei de Segurança Nacional, que dá ao primeiro-ministro Iyad Allawi o poder de baixar a lei marcial em áreas de conflito. Menos de 24 horas depois da aprovaçom da lei, os rebeldes iraquianos realizárom um violento ataque que destruiu totalmente um edifício localizado na cidade de Sámara, a 90 quilómetros de Bagdad, que era usado conjuntamente como Quartel General da 1ª Divisom de Infantaria norte-americana e como sede da Guarda Nacional do Iraque na cidade. Cinco soldados norte-americanos e dous guardas iraquianos fôrom mortos e vários ficaram feridos.

Logo a seguir do ataque, as tropas norte-americanas entrárom na cidade para caçar os rebeldes, dando início a um confronto que se estendeu por várias horas, no qual os norte-americanos contavam com o apoio de tanques e helicópteros para atacar o povo iraquiano.

A resistência iraquiana, que é mal armada, contando com equipamentos primitivos e defasados, luita bravamente contra o exército americano, que é o maior e melhor equipado que já existiu no mundo em todos os tempos. O povo rebelado contra as tropas invasoras usa de todos os meios para atacar as forças imperialistas, recentemente iniciárom umha campanha de seqüestros de estrangeiros, que causou grande repercussom na imprensa internacional e já forçou a saída das tropas filipinas do país.

A resistência heróica da populaçom iraquiana e a sistemática actividade guerrilheira contra os invasores e os seus colaboradores afunda o imperialismo norte-americano e a sua coligaçom criminosa numha crise de proporçons incalculáveis. A guerra imperialista está a transformar-se numha guerra de libertaçom e no melhor exemplo para os povos oprimidos contra as potências do capitalismo mundial.

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