Depois de mais de vinte anos de incumprimentos, a Junta da Galiza di agora que quer fazer cumprir a legislaçom lingüística no ensino

13 de Setembro de 2004

A Junta da Galiza reconheceu de maneira implícita os flagrantes incumprimentos da legislaçom proposta e aprovada polos principais partidos espanhóis em matéria de normalizaçom lingüística nas últimas duas décadas.

Em concreto, o Partido Popular arranja um suposto novo plano que fixa como "ambicioso" objectivo o cumprimento do que a lei di há duas décadas: que espanhol e galego devem ocupar em partes iguais o papel veicular no ensino.

Ainda no último ano, nom menos de 75% dos centros de ensino da Galiza incumprírom as normas, sem que a Administraçom autonómica pugesse o mais mínimo interesse em que o galego desempenhasse o papel que lhe outorgam as leis actuais, propostas e aprovadas polo Partido Popular (antes Alianza Popular).

Ano após ano, o movimento normalizador tem denunciado esta nefasta situaçom nom apenas no ámbito educativo, mas nos mais diversos espaços sociais de uso lingüístico. Também os estudos e pesquisas de organismos oficiais tenhem mostrado como a política desgaleguizadora aplicada polas diversas administraçons, com especial destaque para a Junta da Galiza, conduzem ao desaparecimento do nosso idioma no seio das faixas etárias mais novas do nosso país.

O novo plano anunciado agora, em plena etapa pré-eleitoral, pola Junta, conta polos vistos com a participaçom de "70 peritos" e recolhe "445 medidas" para fomentar o uso da nossa língua em diversos sectores sociais, incluída a implementaçom de um serviço de inspectores que garantam o respeito pola legislaçom educativa em matéria lingüística nos centros de ensino galegos. Reconhece assim o PP como até agora seguiu a estratégia de deixar morrer o galego "esquecendo" o controlo da aplicaçom das leis que o favorecem nalgumha medida.

Além do mais, o Governo autonómico reconhece nas cidades e na gente nova "a principal ferida do idioma". Mais umha obviedade que até hoje negou redondamente e que agora semelha assumir, com o indubitável intuito de desarmar os sectores mais preocupados e a maioria social que manifesta umha certa simpatia tingida de passividade em relaçom à nossa língua. Todo indica que, tal como há vinte anos semelhou fazer sua a necessidade de "igualar" galego e espanhol na legislaçom, hoje o espanholismo governante quer neutralizar qualquer possível resposta social assumindo também retoricamente a dramatica situaçom que atravessa a nossa comunidade lingüística e a fictícia posta em andamento de medidas.

É fundamental que o corpo social que defende umha galeguizaçom efectiva da nossa sociedade nom dê ouvidos aos cantos de sereia do PP, incrementando as iniciativas e pressom social em defesa de umha nova política lingüística ao serviço da recuperaçom plena dos nossos direitos lingüísticos.


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