Governo do PSOE investirá 1.330,3 milhons de euros em investigaçom militar, três vezes mais do que em investigaçom científica básica

7 de Outubro de 2004

Os orçamentos do Estado desvendam a verdadeira imagem da socialdemocracia espanhola

O "Relatório 2005 sobre os orçamentos para I+D civil e militar" no Estado espanhol, elaborado pola Fundació per la Pau e pola Campanha "Pola Paz: Nom à investigaçom militar", recolhe entre as suas conclusons que praticamente 27% do gasto público para a investigaçom científica corrresponde a programas militares, chegando a atingir umha cifra de 1.330,3 milhons de euros. Esta quantidadeé o resultado de somar o orçamento de investigaçom centralizado desde o Ministério da Defesa espanhol com os antecipos a empresas que facilita o Ministério da Indústria, Turismo e Comércio, para o desenho e construçons de nove tipos distinto de armamento, tal e como recolhe o projecto dos Orçamentos Gerais do Estado apresentado polo governo para 2005.

Portanto, o governo de Zapatero, que há bem poucos días realizava um discurso na ONU falando da urgência de atender as necessidades básicas da populaçom mais empobrecida e fazia um hipócrita chamado para umha aliança mundial que resolva de vez o problema da fame, destinará à investigaçom militar (quer dizer, à investigaçom de mais e mais eficiente armamento) 3 vezes mais dinheiro do que à investigaçom científica básica, que é a fonte principal de financiamento das Universidades e o CSIC (Centro Superior de Investigaçons Científicas). Comparado com outras áreas, a diferença é ainda maior, mais chamativa e esclarecedora: 5 vezes mais do que o destinado à investigaçom sanitária, 22 vezes mais do que o dedicado à investigaçom agrária e 31 vezes maior do que o dirigido à investigaçom oceanográfica e pesqueira. Cinco empresas vinculadas directamente à indústria militar (EADS-CASA, Santa Bárbara Sistemas, SENER, Izar e ITP) absorvem sozinhas o duplo de dinheiro do que recebem em conjunto todas as universidades e o CSOC para os programas de I+D (investigaçom e desenvolvimento) civil.

Devemos lembrar que o PSOE, na sua campanha eleitoral, se comprometera, ante as denúncias realizadas por diversas organizaçons, cientistas, instituiçons do ámbito científico, e a Campanha que agora apresenta este relatório, a contabilizar como despesa de I+D aqueles "que realmente forem empregados para estes fins, ressituando os corrrespondentes Gastos Militares destinados ao fabrico de armamento no lugar adequado", e a incrementar "os fundos públicos de investigaçom e desenvolvimento, referidos a despesas nom financieiras (capítulo 1-‘7) em 25% anual".

Nengum destes compromissos aparece recolhido no rascunho destes primeiros Orçamentos elaborados polo governo do PSOE. Ainda que suponhem um entrave no incremento dos programas de I+D militar, e um aumento para a I+D civil, os antecipos a empresas para o desenvolvimento de programas militares continuam a aparecer dentro do dinheiro gerido polo Ministério da Indústria, e o incremento mais importante para I+D recolhe-se no capítulo 8 (transferências a empresas).

Segundo denuncia a Fundació per la Pau e as ONG’s e diversos colectivos, sindicados, entidades, cientistas, etc... implicados na Campanha "Pola Paz, nom à investigaçom militar", esta proposta de Orçamentos, apesar de algumhas ligeiras mudanças, "segue umha linha continuísta em matéria de I+D e mantém a aposta pola militarizaçom científica desenvolvida polos anteriores governos [espanhóis] nos últimos 10 anos".


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