Dados do Instituto Galego de Estatística ratificam acelerado processo de espanholizaçom lingüística

26 de Agosto de 2004

O Instituto Galego de Estatística (IGE) publicou o Inquérito de Condiçons de Vida 2003, em que entre outros aspectos se analisam os usos lingüísticos no nosso País. Os dados reforçam a crítica situaçom para onde caminhamos, com séria ameaça de liquidaçom da comunidade lingüística galega.

Segundo os dados deste relatório oficial, 61,32% da populaçom galega continua a ter o galego-português como língua mais usada (18'47%) ou usada em exclusiva (42'85%), face a 38'68 % de monolíngues em espanhol (18'82%) ou utentes em maior medida desse idioma (19'86%). Dado enganadoramente favorável ao galego.

Como sempre, som as diferenças entre as geraçons mais velhas e as mais novas que revelam a verdadeira dimensom do processo lingüícida em curso. Assim, nos galegos e galegas com 50 ou mais anos som esmagadoramente maioritários aqueles que tenhem o nosso idioma como maioritário ou exclusivo (77'58% ao todo, e 58'87% de monolíngues galegófonos), face a 22'42% espanholfalantes exclusivos ou maioritários.

Mas, dando umha vista de olhos às percentagens entre as galegas e galegos correspondentes à faixa etária entre 5 e 29 anos, vemos como som já minoria aqueles que tenhem o galego como língua de uso habitual, ficando em 43'98% (27'83 % monolíngues e 16'15% que dim falar mais galego do que espanhol). Frente a essa percentagem minoritária, 56'01 % da populaçom galega mais nova é já espanholfalante, quer de maneira exclusiva (28'21 %), quer de maneira maioritária (27'80%).

Aos reveladores dados anteriores, haverá que acrescentar a reduzida percentagem de galegos e galegas que rompem a sua fidelidade lingüística, reduzida a 5'47 %, embora deva salientar-se que a maior parte de quem o fai muda em direcçom ao reencontro com a nossa língua nacional (56'62 %), nomeadamente entre a gente nova (62'67%).

O estudo que comentamos contém outros dados pormenorizados relativos a usos em ámbitos sociais diversos e outros. Porém, achamos serem os aqui comentados os de maior interesse por confirmarem aquilo que os sectores comprometidos com a causa lingüística galega, entre eles a nossa esquerda independentista, venhem denunciando nos últimos anos. Também se reforça a tese de organismos internacionais como a UNESCO quanto ao perigo real de desapariçom da nossa comunidade lingüística no médio prazo se nom conseguirmos inverter as tendências actuais, estreitamente vinculadas com o projecto desnacionalizador aplicado polo Estado espanhol na Galiza.

 

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