Governo PSOE deixa em evidência a sua verdadeira política exterior: O Estado espanhol aumentará presença militar no Afeganistám e enviará tropas ao Haiti

19 de Julho de 2004

Após o gesto inicial do Governo do PSOE ao retirar as tropas espanholas do território iraquiano, reivindicaçom largamente apoiada pola maioria social do Estado espanhol, temos agora ocasiom de comprovar a verdadeira natureza da política exterior de Zapatero e cia: reforçará a presença espanhola no Afeganistám, multiplicando quase por dez o número de efectivos ao passar de 140 para 1040. O novo Governo espanhol compensa assim a saída do Iraque, motivada pola pressom popular, e colabora novamente com o amo ianque na imposiçom do modelo colonial e o espólio energético sobre o povo afegao.

Quanto ao Haiti, serám enviados inicialmente 110 guardas civis espanhóis, colaborando também com a ocupaçom ianque da ilha das Caraíbas. Em ambos os casos, o PP confirmou já o seu apoio ao novo envio de tropas imperialistas espanholas.

Sendo a situaçom haitiana algo menos conhecida, reproduzimos a seguir um esclarecedor artigo recentemente publicado pola revista portuguesa Política Operária, que ajuda a perceber o significado da decisom adoptada polo Governo espanhol do PSOE:

"Haiti “libertado” de novo!

A acreditar na grande imprensa, o Haiti terá sido palco de um levantamento popular que depujo o presidente Aristide. Acontece que entre os rebeldes havia tonton-macoutes, os esquadrons da morte a soldo do ditador Duvalier de sinistra memória; que a comandá-los estivo um antigo chefe da polícia; e que a operaçom foi paga por André Apaid, grande industrial dono de filiais de firmas electrónicas estado-unidenses, que já financiara o golpe de 1991 contra o mesmo Aristide.

Na realidade, o derrubamento e rapto de Aristide fijo parte de umha manobra organizada polo FMI e Banco Mundial e polo governo norte-americano para acelerar a cobrança dos empréstimos ao Haiti. Depois que, no ano passado, Washington colocou no país o embaixador James Foley, especialista em subversom com provas dadas no Kosovo, sucedêrom-se as exigências do FMI, levando à carestia dos géneros e ao congelamento dos salários. A economia entrou em bancarrota. A desgraça de Aristide, como tantos outros “nacionalistas moderados”, foi tentar conciliar com todos. Acabou por perder o apoio popular e o apoio ianque.

Como revelou Michel Chossudovsky, conhecido professor canadiano, por trás do movimento estivo o NED (National Endowment for Democracy), extensom da CIA, actualmente muito activo na campanha para derrubar Chávez. A nova invasom do Haiti por marines ianques (mais umha...) visa impor um governo “forte” (isto é, terrorista) e inscreve-se num plano da administraçom Bush para a militarizaçom das Caraíbas, com vista a novas agressons contra Cuba e a Venezuela. Terá também a ver com a circulaçom da droga colombiana, que dispom aqui de um forte entreposto.

A França, polo seu lado, também mandou tropas, para vincar que nom desiste dos seus “direitos” de tutela sobre este desgraçado país, o mais pobre do hemisfério ocidental. Chirac aproveitou para se vingar de Aristide, que tinha tido a perigosa ideia de lhe reclamar umha indemnizaçom de milhares de milhons de dólares pola dominaçom colonial..."

 

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