Quatro anos de segunda Intifada: o massacre em números

29 de Setembro de 2004

A 28 de Setembro cumprírom-se quatro anos do início da segunda Intifada, a resistência palestina contra as forças de ocupaçom sionistas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Nessa mesma data de 2000, as ruas de Jerusalém fôrom tomadas por milhares de soldados israelitas e um estado de sítio foi instalado à volta da mesquita Mussulmana al-Aqsa (a terceira mais sagrada mesquita islámica). O Estado terrorista de Israel proibiu nessa altura a entrada de qualquer mussulmano à mesquita e os cidadaos de Jerusalém nom fôrom informados sobre o que estava acontecendo. O sítio à mesquita foi dirigido polo general Ariel Sharon, actual primeiro-ministro de Israel. O mesmo Sharon foi o que dirigira anteriormente um ataque contra a aldeia de Qibya, resultando no massacre de civis. O mesmo cujas tropas estivérom fortemente envolvidas no linchamento de prisioneiros de guerra egípcios desarmados. Em 1982, foi ele também quem circundou dous campos de refugiados, Sabra e Shatila, e ali orquestrou um verdadeiro massacre sangrento de milhares de civis, incluindo mulheres e crianças. Ninguém foi poupado.

Frente a isso, o povo palestiniano levantou-se e tornou a Intifada a sua acçom de resistência. Reproduzimos a seguir o quadro da situaçom extrema a que a naçom palestiniana está submetida e os efeitos dessa opressom. Todos os dados dim respeito ao período de 29 de Setembro de 2000 até 15 de Setembro de 2004.

Vítimas

Segundo relatório da organizaçom Betselem (http://www.btselem.org), 3.499 pessoas fôrom mortas durante os últimos quatro anos: 635 israelitas, incluindo 110 crianças, fôrom mortos em ataques palestinianos. E todo o restante, 2.827 palestin@s, fôrom mort@s polas forças israelitas de segurança, incluindo polo menos 1.544 que nom participavam de enfrentamentos, dentre 558 crianças.

Somente no ano passado, fôrom 490 palestinos mortos – polo menos 309 deles nom participavam de enfrentamentos. 40 cidadaos estrangeiros, incluindo duas crianças, fôrom mortos em ataques palestinianos contra civis; 32 palestinianos, incluindo três crianças, fôrom mortos por civis israelitas. E 284 membros das forças de segurança israelitas fôrom mortos por palestin@s.

Detençons

Actualmente, 7.366 palestinian@s encontram-se detidos por Israel: 386 dos detidos som crianças; 760 deles encontram-se em detençom administrativa sem terem sido formalmente acusados ou julgados.

Castigo colectivo

Durante os últimos quatro anos, o exército israelita tem demolido 3.700 casas palestinianas: 612 casas fôrom destruídas como castigo contra famílias de palestinianos suspeitos de tentar realizar ou de ter cometido ofensas violentas contra civis ou forças de segurança israelitas; 2.270 fôrom demolidas polo argumento de “segurança”; mais de 800 demoliçons administrativas fôrom realizadas contra casas construídas sem permissom [israelita].

O exército de Israel mantém actualmente 51 pontos de controlo dotados de pessoal na Cisjordánia: 18 estám próximos da fronteira com Israel, 21 estám dentro da Cisjordánia, e 12 estám dentro da cidade de Hebrom. Além disso, há centenas de bloqueios físicos de rotas – montanhas de terras, bloqueios de concreto armado e trincheiras – para impedir o acesso de palestinos as cidades e aldeias em toda Cisjordánia.

A viagem de palestinianos está restringida ou totalmente proibida em 41 ruas e secçons de ruas em toda Cisjordánia, incluindo muitas das principais artérias do tráfico, totalizando mais de 700 quilómetros de ruas. Os israelitas podem circular livremente por estas rotas.

Polo menos 40 palestinos, incluindo dous durante o ano passado, morrêrom por terem demorado ou negado passar em pontos de controle.

O muro da segregaçom

Israel completou a construçom de 200 quilómetros do muro de separaçom. Cerca de seis mil palestinianos vivem em enclaves entre o muro e a Linha Verde. Ao menos 90 quilómetros quadrados encontram-se agora entre o muro e a Linha Verde (sem incluir Jerusalém Leste).

Impunidade

Desde o começo desta Intifada, somente 88 investigaçons militares fôrom abertas sobre a morte ou ferimentos causados a palestinos polos soldados do exército israelense. Estas investigaçons resultárom em 22 acusaçons. Mas somente num caso um soldado foi condenado por homicídio.

* Informaçom tirada do Diário Vermelho brasileiro

 

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Dous soldados israelitas detenhem violentamente umha criança palestiniana