Pinochet deverá depor em relaçom com as torturas e assassinato de Víctor Jara

25 de Agosto de 2004

O líder fascista chileno Augusto Pinochet, militar ao mando do operativo que tomou o poder em 1973 derrocando o Governo socialista de Salvador Allende no Chile, será finalmente chamado a depor por escrito em relaçom com as torturas e assassinato do cantor e militante comunista Víctor Jara.

Na seqüência do golpe de estado de 11 de Setembro de 1973, o cantor chileno foi conduzido no dia seguinte, com centenas de militantes e simpatizantes de esquerdas, ao Estádio de Santiago de Chile (hoje rebatizado como "Estádio Víctor Jara"), permanecendo recluído com um grande número de pessoas durante dias. Jara, como tant@s outr@s, foi brutalmente torturado em intermináveis interrogatórios até ser levado a um outro campo de prisioneiros a 15 de Setembro, onde se lhe perdeu o rasto até aparecer na tarde de 15 de Setembro morto a tiros e abandonado nas redondezas de um cemitério no extremo sul da capital chilena, junto a outros cinco companheiros com ele seqüestrados. Entre as ferozes agressons de que foi objecto, o cantor apresentava os pulsos fracturados, o que foi interpretado como a resposta fascista à sua actividade artística ao serviço da causa revolucionária.

Pinochet enfrenta mais de 300 causas pola sua actividade criminosa como chefe de Estado chileno, entre elas a querela polo desenterro ilegal de cadáveres de desaparecidos e executados políticos acontecido em 1979, num operativo militar chamado "Retiro de televisores", com que pretendeu fazer desaparecer as provas do genocídio mediante a cremaçom nom autorizada. Porém, até agora o assassino conseguiu que o dito "Estado de Direito" chileno lhe poupasse qualquer condena efectiva.

 

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