Confirma-se a intensa precariedade laboral padecida pola juventude galega

27 de Agosto de 2004

Alguns meios de comunicaçom difundem nestes dias os resultados de um estudo sindical segundo o qual um terço do milhom de jovens galeg@s menores de 30 anos condenado ao desemprego leva mais de um ano à procura de um emprego. Mas, para além da especial incidência que o desemprego tem nessa fatia social, outros dados confirmam a extrema e crescente precariedade das condiçons laborais entre a juventude galega.

É o caso da temporariedade dos contratos ou mesmo a ausência dos mesmos, norma mais do que excepçom na incorporaçom d@s mais nov@s ao mundo do trabalho neste país (90% no caso dos contratos assinados por jovens em 2003 fôrom temporários, com umha média de duraçom de 90 dias e 40% menos de salário do que a média do quadro de pessoal em que se inseriam). Além disso, a taxa de eventualidade cresceu em 10 pontos entre os anos 89 e 2002, ficando nessa altura em 34%, só ultrapassada polos 38% das mulheres.

Porém, talvez o facto mais revelador e escandaloso seja o que afirma que 53% dos acidentes laborais que implicam umha baixa som sofridos por trabalhadores e trabalhadoras com menos de 35 anos. Ontem mesmo informamos da última morte de um jovem trabalhador no seu posto de trabalho. Infelizmente, nas condiçons actuais, sabemos que nom foi a derradeira.

 

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