NÓS-UP assumiu a solidariedade internacionalista com Euskal Herria

28 de Outubro de 2004

Várias dúzias de militantes e simpatizantes independentistas galeg@s concentrárom-se ante os Julgados de Fontinhas, na capital da Galiza, em apoio ao membro da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular e secretário geral do nosso Partido, Carlos Morais. A reivindicaçom da solidariedade internacionalista e a insubmissom frente às continuadas iniciativas repressivas da Justiça espanhola contra a esquerda independentista galega centrárom o acto reivindicativo de Compostela.

Reproduzimos a seguir o comunicado feito público por NÓS-Unidade Popular a seguir da comparecência de Carlos Morais ante o Julgado de Instruçom número 7, em relaçom com nomeaçom de apoderad@s basc@s pola organizaçom da esquerda independentista galega para garantir a contagem dos votos da candidatura abertzale às últimas eleiçons europeias.

Carlos Morais reconheceu como próprias todas e cada umha das assinaturas de interventores/as de Biskaia

NÓS-UP assumiu a solidariedade internacionalista com Euskal Herria

Carlos Morais, membro da Direcçom Nacional de NÓS-UP, declarou hoje no Julgado de Instruçom nº 7 de Compostela acusado de falsificar assinaturas à hora de nomear apoderad@s em Biskaia durante a campanha eleitoral ao parlamento europeu.

Carlos Morais, como responsável da candidatura da esquerda independentista galega nas eleiçons europeias do passado 13 de Junho, foi quem tramitou e nomeu apoderad@s de NÓS-Unidade Popular em Biskaia, Gipuzkoa, Araba e Nafarroa.

Perante a ilegalizaçom da candidatura Herritarren Zerrenda (HZ) polo Estado espanhol NÓS-UP assumiu naquela altura o compromisso de facilitar a contagem de votos da candidatura ilegal em todas e cada umha das mesas de Euskal Herria nomeando a centenares de basc@s como apoderad@s.

Hoje, perante declaraçom diante do juíz, Carlos Morais negou a acusaçom de ter falsificado a sua própria assinatura e reconheceu como próprias todas e cada umha das assinaturas de apoderad@s de Biskaia, qualificando como umha perseguiçom política o processo aberto polo Julgado de Instruçom nº 9 de Bilbo. Assimesmo definiu como insólita, surrealista, esperpéntica e ridícula a acusaçom de ter falsificado a sua própria assinatura.

Enquadrou na lógica repressiva dum Estado que nega os direitos elementares dos povos e das pessoas o processo aberto contra NÓS-UP por parte do Fiscal Geral do Estado, Cándido Conde-Pumpido, que já em Junho manifestou que perseguiria a NÓS-UP por falsificaçom de assinaturas, anticipando o possível “facto delictivo” dumha decisom política completa e absolutamente legal.

Em Junho NÓS-UP exerceu um direito recolhido na legislaçom eleitoral vigente, e portanto os aparelhos repressivos do Estado espanhol carecem de qualquer fundamento jurídico para imputar como delito o que nom foi mais que um direito amparado na normativa eleitoral: nomear apoderad@s e/ou interventores/as em qualquer “província” do Estado numhas eleiçons nas que a circunscriçom eleitoral é de ámbito estatal. O Estado espanhol pretende exercer umha vingança política com este absurdo processo.

NÓS-UP assume todas as conseqüêncais jurídicas que podam derivar deste processo aberto contra Carlos Morais, como representante legal da candidatura da esquerda independentista nas eleiçons europeias de 13 de Junho. Nom só nom está arrependida de ter exercitado com feitos e nom só com palavras a solidariedade internacionalista que caracteriza a tradiçom do movimento obreiro e popular, senom que se a dia de hoje, ou no futuro, pode contribuir a ajudar a algum povo que assim o solicite, voltaremos a praticar o internacionalismo com todos os riscos políticos e judiciais que poda conlevar.

Dúzias de militantes e simpatizantes da esquerda independentista galega secundárom a concentraçom de solidariedade convocada por NÓS-UP sob a legenda “Nom à criminalizaçom da solidariedade internacionalista” que tivo lugar hoje quarta-feira 27 de Outubro desde as 11 horas nos julgados da capital da Galiza.

 

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