Julgam dous militantes de AGIR e a USC apresenta-se como acusaçom

17 de Julho de 2004

No próximo dia 21 de Julho, nos julgados de Compostela, serám processados polo penal os companheiros Ugio Formoso Lopes e Daniel Lourenço Mirom, estudantes da USC e militantes de AGIR desta comarca, acusados da realizaçom de pintadas no Cámpus Sul. A Universidade, representada por Xoán Carlos Montes Somoza, recorreu da decisom tomada num primeiro momento polo juiz de desenvolver um processo de faltas, passando agora a proceder polo penal.

Os supostos factos ocorrêrom em 10 de Março de 2004, quando os dous companheiros som retidos por um dispositivo de 5 polícias nacionais, com a ajuda dos agentes da empresa de segurança privada Prosegur. Posteriormente, som acusados da realizaçom das pintadas contra o actual reitor da USC Seném Barro, em que abaixo do seu nome se podia podia ler “reitor do PP” e “demissom por incompetente”.

Estas pintadas enchêrom os cámpus compostelanos durante o passado ano lectivo, como resposta à desastrosa situaçom financeira que arrasta a universidade de Compostela. As legendas assinalavam os culpados: A ineficácia e ineptidom do reitor e a sua equipa, submissa e fiel aos ditados da Junta e do PP, responsáveis últimos por esta situaçom. As contínuas concessons ao capital privado (SCH, Telefónica...) e a gestom mafiosa dos fundos da universidade deixárom um vazio de milhons de euros em paradeiro desconhecido, e formárom um panorama em que as residências públicas fecham, os serviços públicos som privatizados e a precariedade nas aulas da USC aprofunda ainda mais ou seu carácter estrutural.

Ante o estourido da crise e as sucessivas iniciativas estudantis para denunciar o papel da equipa reitoral nesta desfeita, Seném Barro opta pola imposiçom e a mao dura, aposta polo autoritarismo próprio da verticalidade imperante na universidade: Reprime a liberdade de expressom do estudantado empregando os mesmos argumentos hipócritas que o governo do PSOE-BNG orna no concelho sobre civismo, tratando de controlar a resposta popular em canais rendíveis eleitoralmente e que nom sejam perigosos para os seus interesses. Do mesmo jeito funciona Seném, calando as vozes que evidenciam a sua responsabilidade, tratando de obviar e silenciar a sua culpabilidade.

Chega ao extremo de permitir a presença policial num cámpus universitário, cousa que é ilegal, com tal de silenciar as vozes que exigem a sua demissom. Por outra parte, nom deixa de ser notável o papel dos “agentes de segurança” como forças mercenárias de Seném, umha polícia privada para proteger a lei e a ordem do reitor no cámpus, através da retirada de cartazes e faixas, chamadas à polícia, insultos e intimidaçons a activistas do Movimento Estudantil Galego, etc. Parece que há quem nom sirva nem para trabalhar como polícia, e tem de se dedicar a isto.

De AGIR transmitimos todo o nosso apoio aos dous companheiros julgados, e avisamos o Reitor e a sua equipa que medidas como estas só conseguirám recrudescer a luita estudantil contra quem vende o estudantado galego a partir dos cargos de poder.

Compostela, Julho de 2004

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