Marcha popular contra a planta de gás em Mugardos

5 de Junho de 2004

Umha marcha popular contra a planta de gás em Mugardos percorreu hoje ruas e caminhos desse concelho da Ria de Ferrol, com umha significativa participaçom. Diversos organismos populares apoiavam a mobilizaçom, reflectindo-se duas visons alternativas à imposiçom institucional de umha perigosa planta de gás em pleno coraçom da Ria. A entidade convocante, o Comité de Emergência, admite a deslocamento do projecto ao porto exterior, na entrada da Ria. Por sua vez, sectores ambientalistas e esquerda independentista rejeitam qualquer das duas opçons, pois ambas som extremamente perigosas em caso de acidente como já tenhem acontecido noutros lugares ao longo do mundo.

Concordárom as pessoas participantes em reivindicar o marisco e aproveitamento económico da riqueza biológica e natural da Ria como principal alternativa à desordenada industrializaçom e projectos contaminantes que estám a matar a vida num espaço de dá de comer a milhares de pessoas na comarca de Trasancos. Lembremos que a construçom da planta de Gás de Reganosa já supujo um ilegal e desproporcionado recheio sobre a Ria no Concelho mugardês.

Além do mais, os protestos dirigírom-se directamente ao BNG, que ocupa a responsabilidade de Governo em Mugardos e apoia incondicionalmente o projecto. O presidente da Cámara (J. M. Várzea, adscrito à UPG) assinou todas as licenças e defendeu a viabilidade da planta, apesar de ser umha evidente agressom ambiental e um perigo para a populaçom que vive arredor da Ria ferrolana. Também a CIG, numha manobra de seguidismo às directrizes do próprio BNG, manifestou a sua adesom ao negócio de Reganosa, se bem que sectores do sindicato e do próprio BNG o questionem e mesmo participem em iniciativas como a de hoje.


A agressom de Reganosa incluirá em breve a destruiçom de jazigos arqueológicos romanos do século IV, património nacional galego e do mundo inteiro, segundo denunciárom as entidades convocantes da marcha de hoje em Mugardos.

NÓS-Unidade Popular é a única organizaçom que na comarca trasanquesa tem manifestado repetidamente o seu rechaço à Planta de Gás, dentro e fora da Ria, definindo-a como autêntica bomba-relógio para a populaçom da comarca.

 

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