Planta de Gás prevista em Mugardos pom em perigo importantes achados arqueológicos

13 de Agosto de 2004

A Planta regasificadora projectada para o coraçom da Ria de Ferrol, no Concelho de Mugardos, além de supor umha agressom ambiental e um importante risco para a populaçom da comarca, trará graves conseqüências para os mais importantes restos arqueológicos romanos existentes no Golfo Ártabro, segundo denunciou o chamado "Comité Cidadao de Emergência".

Em concreto, a citada plataforma popular, constituída para evitar o desenvolvimento de semelhante projecto por parte de REGANOSA, dirigiu-se ao Governo municipal mugardês, formado pola coligaçom BNG-PSOE, com presidência a cargo do autonomista José Várzea, para que evite a trasladaçom dos restos romanos de Caldoval, que actualmente estám em fase de escavaçom. O Governo municipal de coligaçom e as forças políticas que o integram tenhem apoiado o agressivo projecto, igual que a própria central sindical nacionalista CIG, cujos dirigentes nacionais e comarcais nom duvidárom em comparecer publicamente para expressarem o seu apoio à depredadora iniciativa de REGANOSA. Também o deputado do BNG no Congresso espanhol Francisco Rodrigues tem reclamado insistentemente a posta em andamento da Planta, cuja construçom implicou já um recheio de mais de 100.000 metros quadrados de Ria a cargo de umha das empresas envolvidas no projecto, o Grupo Tojeiro.

Se anteriormente tem sido ADEGA e outras entidades ecologistas e de mariscadoras quem reclamárom a paralisaçom das obras por motivos ambientais e económicos, agora o Comité de Emergência dá a conhecer o alto valor patrimonial de uns restos arqueológicos pertencentes aos séculos IV e V nas camadas mais recentes, e ao século II antes da nossa era nas camadas inferiores. Trata-se de umha vila ou quinta romana, habitada durante uns seiscentos anos, que os especialistas nom duvidam em qualificar como os mais importantes na Galiza na sua classe, o que torna necessário um estudo aprofundado de vários anos antes de proceder a museizá-los, permitindo o conhecimento e desfrute dos mesmos por parte da populaçom da comarca, da Galiza, e por visitantes de outros países.

Em lugar disso, o Governo municipal de Mugardos concedeu já em Junho passado umha licença a REGANOSA para proceder a umha trasladaçom dos restos de Caldoval, o que suporá um elevado risco de degradaçom e perda do valor patrimonial do achado romano. O motivo da trasladaçom é possibilitar as obras de construçom da Planta de Gás.

O Comité Cidadao de Emergência reclama a paralisaçom das obras por parte da instituiçom municipal mugardesa, para assim estudar o local e declará-lo "Bem de Interesse Cultural", evitando a perda de um património tam valioso por parte do povo mugardês e galego.

Lembremos que a Planta regasificadora é promovida por REGANOSA, sociedade formada por ENDESA, FENOSA, o Grupo Tojeiro, Caixa Galicia, SONATRACH, a Junta da Galiza, Caixa Vigo, Caixa Ourense, Caixa Ponte Vedra e o Banco Pastor. Os principais investidores som ENDESA e FENOSA, com 21% cada, e o Grupo Tojeiro, com 18%.

Além do movimento vicinal e do citado Comité de Emergência, a esquerda independentista tem reclamado através de NÓS-Unidade Popular a suspensom de tam nefasto projecto, que hipoteca um aproveitamento racional dos recursos da Ria de Ferrol pondo em risco a saúde da populaçom da comarca. Coincidindo com a iniciativa do Comité de Emergência, NÓS-UP apresentou também umha moçom municipal em Mugardos aderindo à reclamaçom de paralisaçom imediata das obras.

 

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Vista do estado actual das obras de Reganosa para a instalaçom de umha perigosa Planta de Gás no coraçom da Ria de Ferrol
Entidades vicinais e ambientalistas tenhem-se manifestado contra um projecto que conta com o aval político dos governantes BNG e PSOE em Mugardos, bem como do PP na Junta da Galiza