NÓS-Unidade Popular anuncia que nom participará na manifestaçom convocada polo autonomismo através de Nunca Mais

6 de Novembro de 2004

NÓS-UP difundiu um comunicado nacional, que pode ser consultado no seu web nacional, em que denuncia a manobra eleitoralista que explica a convocatória de umha manifestaçom para o próximo dia 13 de Novembro por parte da inoperativa Plataforma Nunca Mais. No comunicado, a NÓS-Unidade Popular denuncia a instrumentalizaçom eleitoral de que foi e continua a ser objecto a plataforma, segundo os interesses partidistas do BNG. Reproduzimos o citado comunicado na íntegra:

 

NÓS-UP nom secunda a manifestaçom do 13N convocada pola fantasmagórica Nunca Mais

NÓS-Unidade Popular considera que a manifestaçom que a fantasmagórica plataforma Nunca Mais convoca para o vindouro 13 de Novembro em Compostela é umha grosseira manobra eleitoral do autonomismo, carente de qualquer objectivo reivindicativo para além dos inconfessáveis interesses político-institucionais da candidatura de Quintana à presidência da Junta.

O BNG apropriou-se dumhas siglas em benefício próprio, com o o exclusivo propósito de tirar rendimento eleitoral dumha catástrofe sócio-económica e ecológica cujas conseqüências som tangíveis entre dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores directamente afectad@s pola maré negra, e na economia nacional, que longe da recuperaçom mil vezes prometida segue caracterizada polo estagnamento.

Se, aos pucos meses da sua constituiçom, o BNG logrou que a primigénia plataforma Nunca Mais, -conformada por centenas de entidades, colectivos e organizaçons, em que foi vetado o MLNG-, ficasse reduzida a umha super-estrutura tutelada pola corrupta direcçom autonomista, a dia de hoje Nunca Mais é umha marca comercial que "concorre" com o Jacobeu na venda de camisolas, um cadáver social, umha caricatura daquele espontáneo e horizontal movimento popular que o BNG burocratizou e encarreirou face o dique seco da intervençom institucional e o pacto social, cujas conseqüências som evidentes na sociedade galega actual: sensaçom de derrota, resignaçom e desencanto.

Nom podemos ficar passiv@s, cumpre desmascarar que o BNG utiliza em funçom das suas necessidades eleitorais umha sigla carregada do melhor capital de luita do povo galego.
Durante a campanhas eleitorais de 2003 decidiu manter o conflito representado po Nunca Mais à margem, congelá-lo, para nom incidir no desenvolvimento do processo "democrático", e agora, por arte de mágia, como o coelho que sai da cartola, aparece de repente convocando umha manifestaçom, convertendo o fatídico 13 de Novembro de 2001 no ridículo "Dia da Dignidade".

NÓS-UP considera que a luita que amplos sectores do Povo Trabalhador Galego desenvolveu entre Novembro de 2001 e a primavera de 2003 nom pode ser instrumentalizada politicamente pola força responsável de dirigir mediante a manipulaçom e o engano a sua derrota.

Dous anos depois dumha das maiores catástrofes ecológicas da história contemporánea da Galiza a nossa naçom continua sem planos tangíveis e orçamentos adequados para paliar os efeitos directos do Prestige, todas as promessas de dotar a Galiza de meios técnicos para combater eficazmente situaçons similares nom passa de pura propaganda dos governos espanhóis do PP e do PSOE, as causas estruturais que provocárom este atentando terorista contra Galiza seguem inalteráveis. E os responsáveis directos polos efeitos do Prestige, os dirigentes do Partido Popular, nem fôrom julgados, nem condenados.

A manifestaçom do vindouro 13N omite conscientemente as causa da maré negra: umha combinaçom de negligência criminosa das autoridades espanholas, a dependência nacional que padece Galiza por Espanha, e a lógica depredadora do capitalismo. Hoje, como desde o início da catástrofe, o BNG opta por desactivar o conflito, ocultar a verdadeira natureza do "acidente", deslocando-o das chaves nacionais e de classe.

Nom devemos esquecer as palavras do daquela alcaide autonomista de Vigo, Pérez Castrillo, no acto institucional de homenagem à Constituiçom espanhola de 6 de Dezembro de 2001 "O maior brinde que se pode fazer à gente que combate a tragédia é que saibam que os seus direitos continuam vivos na Constituiçom", nem as declaraçons realizadas por Beiras en "La Voz de Galicia" a 12 de Novembro de 2003, reconhecendo que o BNG agiu com "prudência para nom alarmar a sociedade", que telefonou para Fraga transmitindo-lhe que o Bloco tinha umha "posiçom muito prudente e cauta, mas que a situaçom era muito grave".

Para evitar novos Prestiges, Galiza deve exercer o direito de autodeterminaçom e dotar-se de um Estado próprio dirigido pola classe trabalhadora.

Por estes motivos NÓS-UP, a esquerda independentista, nom apoia, nom respalda, nom participará nesta mascarada que nem denuncia os culpados, nem incide nas verdadeiras causas que provocárom o afundamento do Prestige, apelando ao Povo Trabalhador Galego para nom se deixar instrumentalizar.


Com Espanha Nunca Mais!
Prestige SOLUÇOM!
Demissom e prisom para os responsáveis!

Galiza, 6 de Novembro de 2004

 

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