Manifesto e actos convocados por NÓS-UP com motivo do Dia da Pátria 2004

15 de Julho de 2004

A seguir apresentamos o manifesto apresentado por NÓS-Unidade Popular com motivo do Dia da Pátria unitário deste ano. Toda a informaçom pode ser consultada na nova versom do web nacional da organizaçom independentista.

25 de Julho de 2004, Dia da Pátria
Desde a esquerda construímos a independência

O Dia da Pátria deste ano enquadra-se numha nova conjuntura política cujas principais características som a substituiçom do PP polo PSOE no governo espanhol, a aprovaçom da Constituiçom Europeia, o pré-acordo institucional para reformar o Estatuto de Autonomia, e a recuperaçom de espaços unitários de intervençom e luita entre os sectores anticapitalistas e soberanistas galegos.

As grandes mobilizaçons e reivindicaçons populares, operárias, de mulheres e juvenis, realizadas nos últimos três anos contra a política neoliberal e a reforma laboral permanente, contra a reforma do ensino, contra a maré negra do Prestige, contra a guerra imperialista, contra a violência machista, na defesa dos direitos nacionais negados polo projecto imperialista espanhol, contra a manipulaçom informativa e as mentiras do PP, foi determinante para afastar Aznar da Moncloa. Mas a mudança de gestores nom deixa de ser nada mais que isso: trocam as caras e os talantes, mas permanecem intactos os parámetros sócio-económicos da ofensiva neoliberal contra a classe trabalhadora; mantém-se inalterável a negaçom do direito de autodeterminaçom dos povos; continua a restriçom das liberdades e as ilegalizaçons.

Mas como a esquerda independentista galega nom padece amnésia histórica, como o novo independentismo mantém acesa a memória de resistência deste povo, nom pode depositar a mais mínima expectativa ou confiança no actual governo do PSOE. Zapatero representa os interesses do mesmo regime, -a monarquia borbónica continuadora do franquismo-, do mesmo sistema -o capitalismo espanhol-, que nos nega como naçom, que nos explora como classe e submete como mulheres.

A socialdemocracia do PSOE apenas vai ensaiar outra via para atingir o mesmo objectivo que procurava o fascismo de Aznar: manter a toda custa a unidade de Espanha para assegurar a apropriaçom de excedentes e os privilégios acumulados pola oligarquia. Que ninguém se equivoque. O actual governo é o do PSOE que nos meteu na CEE e destrói os alicerces básicos da economia galega, o PSOE da NATO e modernizador do exército fascista, o PSOE dos GAL e o terrorismo de estado, das ETTs e o desemprego, da corrupçom e o nepotismo, da Espanha cárcere de povos.

NÓS-Unidade Popular é consciente que nestes meses o governo espanhol mediante virtuais gestos e fogos de artifício aplica umha estratégia que tam só pretende desmobilizar e desarmar as massas para posteriormente executar velhos planos que, hoje guardados na gaveta, som continuistas dos que aplicou na etapa felipista. O PSOE tenta seduzir novamente a sectores operários, de mulheres e juvenis, anestesiar o movimento popular, fazer do reformismo e o autonomismo prescindíveis apêndices das suas políticas.

A convergência deste Dia da Pátria nom só exprime a necessidade de unir energias e forças para responder com contundência as futuras agressons, é a resposta corajosa da Galiza rebelde para, superando inércias, contribuir a gerar um novo ciclo de luitas.

A actual construçom europeia responde exclusivamente aos interesses do Capital, dos Estados e do Patriarcado. Galiza nom pode ser livre numha Europa que nega o direito de autodeterminaçom dos povos e aplica medidas uniformizadoras contras as identidades lingüísticas e culturais das naçons sem estado. @s trabalhadoras/es galeg@s nom podemos depositar nengumha confiança numha Europa que destrói as conquistas sociais e laborais, que facilita a exploraçom, que nos condena à precariedade e à pobreza. As mulheres nom podemos confiar numha Europa que perpetua políticas de discriminaçom, opressom, dominaçom e exploraçom.

É hora de vertebrar na Galiza um amplo movimento popular que de parámetros nacionais, de classe e de género questione de maneira radical a actual UE. Simultaneamente cumpre seguir dando passos para articular respostas colectivas a escala europeia.

A sintonia institucional entre o PP, o PSOE e o BNG à hora de chegarem a um acordo para reformar o Estatuto de 1980 é umha nova fraude do autonomismo com os direitos nacionais galegos, exprime a sua decidida aposta polo regeneracionismo espanhol e a explícita renúncia ao exercício de autodeterminaçom.

O Povo Trabalhador Galego deve manter intacta a sua capacidade de luita, desconfiar das boas palavras, das promessas e os gestos maquilhados.
A luita organizada é a única via para defender a Galiza, a classe trabalhadora e as mulheres. Só desde a esquerda poderemos construir umha naçom ao exclusivo serviço das suas imensas maiorias sociais. O exercício de autodeterminaçom é o instrumento imprescindível para fazer realidade a transformaçom social e a emancipaçom das mulheres.

Viva Galiza Ceive!
Viva Galiza Socialista!
Vica Galiza nom patriarcal!

Galiza, 25 de Julho de 2004

 

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