Mais de dez toneladas de fuelóleo derramadas na costa de Carnota

24 de Agosto de 2004

ADEGA denunciou nos últimos dias a contaminaçom da costa galega à altura de Carnota por vertido de fuelóleo. O areal mais comprido da Galiza, localizado no citado concelho, ficou "riscado" com grandes faixas de combustível dentre um e três metros de largura. Nódoas de fuelóleo de dous a dez centímetros de diámetro e camadas do mesmo composto pulverizado completavam a paisagem no passado fim de semana.

Outros areais da comarca, como Cons, Maceiras, Malhou e a Boca do Rio fôrom também atingidos polo derrame de combustível nos últimos dias. Mesmo as praias de Areas e Montalvo, em Sam Genjo, aparecêrom também petroleadas, bem como a praia de Vilar, em pleno Parque Natural de Corrubedo.

Em opiniom da entidade ambientalista galega, semelha tratar-se de mais um caso de limpeza ilegal de tanques de algum buque nas redondezas, ainda que também poda haver umha parte procedente do fuelóleo ainda submergido no interior do Prestige. A gravidade dos factos vê-se acentuada por ser umha zona ainda nom recuperada do impacto ambiental da crise do Prestige, além de ficar em evidência mais umha vez a falta de controlo sobre a limpeza de buques por parte das autoridades, ficando na mais absoluta impunidade novas agressons ao suficientemente castigado litoral galego.

ADEGA contabilizou cinco pequenas marés negras como a actual de Carnota, desde que aconteceu o grande derrame de fuelóleo do Prestige, em Novembro de 2002. Duas delas fôrom as provocadas polo buque Spiridon, a 23 de Agosto de 2003, e a de Abril de 2004, com mais de 80 quilómetros de costa atingidos e 500 aves petroleadas recolhidas, cuja procedência é oficialmente desconhecida, apesar da sua magnitude.

 

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