Fiscal Geral do Estado ameaça com "perseguir" independentismo galego. Votar e luitar com NÓS-UP: a melhor resposta

11 de Junho de 2004

Umha segunda viagem do representante legal de NÓS-UP ao País Basco hoje mesmo desbloqueou a tentativa da Junta eleitoral biscainha de evitar a nomeaçom de apoderados e apoderadas de NÓS-Unidade Popular nessa província basca. Desta forma, garante-se finalmente a contagem dos votos da esquerda abertzale graças à solidariedade da candidatura independentista galega. A porta-voz de Herritarren Zerrenda, Sonia González, agradeceu novamente a solidariedade mostrada por NÓS-UP com a candidatura abertzale e de esquerdas, reafirmando que "passou realmente das palavras aos factos".

Enquanto os meios de comunicaçom decidírom desta vez silenciar a iniciativa de NÓS-UP, instáncias do Estado espanhol continuam a mexer fios procurando trocar as voltas à resposta solidária galega. Em concreto, foi o novo Fiscal Geral do Estado, Cándido Conde-Pumpido, quem ameaçou hoje com "perseguir" NÓS-Unidade Popular em resposta aos alegados defeitos formais na tramitaçom ante a Junta Eleitoral provincial biscainha. Lembremos que a citada Junta negou que tivesse sido o próprio Carlos Morais quem entregasse a documentaçom correspondente; também dixo que nom coincidiam as assinaturas dos documentos com a que o acredita Carlos Morais como representante eleitoral de NÓS-Unidade Popular. Um pormenor formal como esse deu pé a umha desproporcionada agressividade verbal de Conde-Pumpido, que transparece o mal-estar provocado em instáncias do Estado polo apoio galego à participaçom de HZ nas eleiçons de domingo.

O máximo representante da fiscalia do Estado espanhol afirmou literalmente que "se existir umha falsificaçom, haverá um facto delictivo e haverá que persegui-lo", acrescentando que o Ministério Fiscal espanhol "estará aí na perseguiçom".

Estamos ante umha irracional birra do Estado espanhol, já que existem mesmo testemunhos gráficos da presença do dirigente independentista galego nas Juntas eleitorais bascas, e umha ratificaçom expressa e pública da nomeaçom dos mais de 3.000 apoderados e apoderadas para os territórios bascos sob administraçom espanhola.

Contodo, nom é descartável que o Estado espanhol tente efectivamente perseguir proximamente o independentismo galego. No domingo temos umha boa oportunidade para dizer ao Estado espanhol que somos muitos os galegos e galegas que apoiamos a livre concorrência eleitoral dos companheiros e companheiras bascas. Mais um motivo para um voto consciente e combativo em NÓS-Unidade Popular.

 

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Carlos Morais, representante legal de NÓS-UP, acompanhado da integrante de HZ Marije Fullaondo