NÓS-UP manifesta moderada satisfaçom polos resultados atingidos o 13 de Junho

Comunicado Nacional de Imprensa

NÓS-UP manifesta moderada satisfaçom polos resultados atingidos o 13J

NÓS-Unidade Popular considera satisfatório o resultado eleitoral atingido ontem nas eleiçons ao Parlamento Europeu, 1.308 votos na Galiza e 2.571 no conjunto do Estado espanhol. Com esta estreia eleitoral, mantemos a percentagem habitual que outras forças de parámetros similares atingem nos diversos processos eleitorais. NÓS-UP mantém os 0.12% de apoio eleitoral da esquerda independentista.

Logramos contar com mais votos na Galiza que no resto do Estado e evitar que falsas alternativas com o centro de gravidade fora da Galiza obtivessem melhor resultado. Com este modesto referente eleitoral, a esquerda independentista do século XXI conta com um ponto de partida, com um mínimo espaço eleitoral, sobre o que continuar construindo a alternativa ao serviço da naçom galega, das suas classes trabalhadoras, da juventude e as mulheres.

Para o novo independentismo, este processo eleitoral, tal como manifestamos ao longo da pré-campanha e da campanha, estava concebido como um ensaio, como a imprescindível ginástica política que permitisse dotar-nos da mínima experiência com que afrontar futuros processos eleitorais, nomeadamente as Autonómicas de Outubro de 2005. Qualquer valorizaçom rigorosa sobre os resultados nom pode desconsiderar esta premissa, assim como o desvantajoso ponto de partida com que jogávamos ao carecermos de meios económicos e do acesso aos meios de comunicaçom que optárom por invisibilizar a existência de umha única candidatura galega, de esquerdas e feminista.
Porém, a recolha de perto de 22.000 assinaturas em dez dias, o acerto da orientaçom gráfica e do estilo de campanha realizada, atingindo a referencialidade social negada polos meios, o apoio internacionalista emprestado à candidatura de HZ ilegalizada polo Estado espanhol, som as outras três coordenadas inevitáveis à hora de poder avaliar com rigor os resultados atingidos. NÓS-UP está orgulhosa de ter realizado a melhor campanha eleitoral da esquerda independentista de toda a história. Nestes últimos trinta dias avançamos mais socialmente, em prestígio e reconhecimento, do que em todos os últimos anos anteriores juntos.

Com esta campanha, manifestamos a firme e decidida vontade do conjunto do MLNG de continuar a avançar na superaçom do testemunhalismo e dos complexos que arrasta. Conseguimos chegar a dezenas de milhares de trabalhadoras/es, jovens e mulheres que nom nos conheciam; fomos capazes de romper interesseiras visons construídas por inimigos e adversários; manifestamos que temos vocaçom de ser um movimento de massas ao serviço da maioria social; que queremos ser um sujeito activo na defesa da Galiza, do povo trabalhador e das mulheres.

Há que enquadrár os resultados numhas eleiçons caracterizadas pola elevada abstençom, em que a maioria do povo galego optou por nom participar. 52.91% d@s galeg@s da CAG com direito a votar inclinárom-se pola abstençom, ou seja 1.223.680 pessoas, maioritariamente jovens e classe trabalhadora, prefirírom nom participar neste processo eleitoral, deslegitimando assim a actual orientaçom da construiçom desta Uniom Europeia ao serviço dos Estados, o Capital, o Patriarcado e a Guerra.

As eleiçons na CAG confirmam o descalabro do autonomismo que perde 2/3 partes dos seus votos, passando dos 21.98 % atingindo em 1999 para os 12.81%, e mantendo o seu eurodeputado unicamente graças aos votos da direita basca e catalá. Manifestam o lentíssimo desgaste do PP e a tendência alcista do PSOE.

Os resultados confirmam o declínio eleitoral do autonomismo e a urgente necessidade de evitar que a resignaçom se instale entre amplos sectores do nacionalismo de esquerda.
NÓS-UP quer agradecer a tod@s @s trabalhadoras/es e jovens que na CAG, a tod@s @s emigrantes galeg@s dispers@s polo Estado, a confiança depositada, e aos colaboradores e colaboradoras, amig@s e simpatizantes o esforço realizado nestas intensíssimas semanas.


Permanente Nacional de NÓS-UP

Galiza, 14 de Junho de 2004

 

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