O mercado laboral galego, à cabeça da exploraçom no sector têxtil do Estado espanhol

12 de Setembro de 2004

O próprio representante institucional da Junta da Galiza, José Vasques Portomenhe, reconheceu ante o Parlamento autonómico que o Governo do PP carece de um estudo rigoroso sobre as condiçons laborais de milhares de trabalhadoras galegas sobreexploradas no sector têxtil.

O dirigente do PP tentava assim responder um estudo da ONG Intermon Oxfam, que afirma que os abusos laborais som a norma em centenas de oficinas têxteis galegas de pequeno e mediano tamanho, quer dizer, com quadros de pessoal entre 10 e 60 pessoas. De facto, a Galiza ocupa os primeiros lugares no Estado espanhol quanto a precariedade laboral nesse sector, juntamente com a Estremadura e Castela-A Mancha.

As mulheres som o colectivo que mais intensamente sofre a situaçom decorrente da procura de máximo lucro com os mínimos custos por parte do Patronato galego, com prazos de entrega cada vez mais curtos e a aplicaçom do dráconiano método "just in time", baseado na eufemisticamente denominada "flexibilidade" laboral do pessoal. As jornadas de trabalho atingem as 13 e mesmo 16 horas, com crescentes sobrecargas de trabalho e condiçons laborais péssimas, com má iluminaçom, excessos de ruído e carência de direitos para as operárias.

Os soldos costuma ficar por baixo dos 600 euros, obrigando a que as trabalhadoras dobrem a jornada, chegando a trabalhar entre 8 e 24 horas com apenas meia hora de folga para poderem comer qualquer cousa e retomarem imediatamente o trabalho.

Estamos portanto ante umha situaçom que se aproxima do regime de semi-escravatura feminina, completada com umha absoluta carência de reconhecimento social e a contínua humilhaçom por parte dos patrons, incluindo o despedimento em caso de as operárias engravidarem.

Vasques Portomenhe, em representaçom da Junta, reconheceu eufemisticamente que o têxtil é um sector "difícil" devido a problemas como a ameaça permanente de "deslocalizaçom empresarial". Também reconheceu que por enquanto as mulheres continuam a cobrar ordenados inferiores aos dos homens polo mesmo trabalho realizado.

Porém, o dirigente autonómico do Partido Popular evitou comprometer o seu Governo no combate a umha realidade como a descrita polo relatório da citada Organizaçom Nom Governamental.

 

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