NÓS-Unidade Popular apoia TODAS as medidas de pressom operária em defesa dos postos de trabalho no sector naval

1 de Outubro de 2004

Coincidindo com umha jornada em que os trabalhadores e trabalhadoras dos estaleiros trasanqueses subírom a fasquia da combatividade com a queima de barricadas nos acessos à auto-estrada no porto de Ferrol, NÓS-UP publicou um comunicado em que manifesta o seu incondicional apoio à luita operária. Entretanto, diversos meios de comunicaçom continuam com a sua campanha de criminalizaçom de aquelas acçons que se afastam das marchas inócuas com participaçom de cargos institucionais. O quadro da luita do pessoal de IZAR e das auxiliares na jornada de ontem completou-se com a ameaça com armas de fogo por parte de elementos militares contra umha concentraçom operária ante um quartel da mesma cidade de Ferrol.

Incluímos a seguir o referido comunicado de NÓS-Unidade Popular:

 

NÓS-Unidade Popular apoia TODAS as medidas de pressom operária em defesa dos postos de trabalho no sector

A Assembleia Comarcal de NÓS-UP em Trasancos quer mais umha vez proclamar a necessidade de alargar e aprofundar a unidade e a luita operárias em defesa do direito ao trabalho e contra as privatizaçons no sector naval da nossa comarca.

A declaraçom anterior, tam elementar como intrínseca à história do movimento obreiro no último século e meio de luitas, deve ainda ser repetida bem alto e claro. Os meios de comunicaçom, convertidos em alto-falantes dos grandes grupos económicos e políticos, estám a tentar a toda a custa reduzir a capacidade de pressom dos trabalhadores e trabalhadoras de IZAR e das empresas auxiliares a inofensivas marchas polas ruas de Ferrol e Fene, enquanto noutras zonas do Estado se incrementa o nível de luita em defesa do elementar direito ao trabalho.

Também na nossa comarca se tenhem praticado nas últimas datas novas formas de pressom que rapidamente estám a ser atacadas com todo o tipo de qualificativos polos escreventes a soldo do poder, enquanto representantes institucionais de todas as cores reclamam as "vias pacíficas", mais acordes na sua opiniom com o "carácter galego".

Enquanto @s trabalhadores/as que lançárom uns quantos ovos a um dos responsáveis políticos da crise crónica da nossa comarca merecem o trato de "delinqüentes", e os cortes de estradas som considerados actos "antidemocráticos" por esses "imparciais" meios de comunicaçom, hoje mesmo tivemos conhecimento de como elementos militares encanhonárom com os seus Zetme centenas de manifestantes concentrad@s em frente ao Dique da Campá, em Ferrol. Essa foi a resposta ao protesto obreiro polo descarado trato de favor do Ministério da Defesa aos estaleiros andaluzes.

Estamos à espera de quais serám os adjectivos que os mesmos meios de comunicaçom que criminalizam a luita obreira utilizam para qualificar a tentativa de dispersom de umha concentraçom de trabalhadores e trabalhadoras por meio da ameaça directa com armas de fogo. Na verdade, temos a certeza que, mais umha vez, a violência institucional obterá todos os parabéns desses "criadores de opiniom".

Também as cúpulas sindicais e políticas, teoricamente do lado das trabalhadoras e trabalhadores, continuam a alimentar essa reaccionária repressom de todo aquilo que se afastar um milímetro do que o sistema actual considera "politicamente correcto". Enquanto direitos sociais tam básicos como o do trabalho som atacados polos responsáveis das instituiçons que nos governam, e os responsáveis políticos, a polícia e até os militares exercem de provocadores, os comités de empresa e partidos "de ordem" pretendem desarmar por completo a capacidade de pressom operária, entrando no absurdo jogo das "condenas" contra acçons simbólicas como o tam comentado lançamento de ovos da manifestaçom do passado dia 26 de Setembro.

NÓS-Unidade Popular nom entrará nesse jogo. Ao contrário, continuaremos a participar nos actos convocados em defesa dos postos de trabalho no sector naval da comarca e a denunciar a venda de IZAR por parte do PP, o PSOE e boa parte dos responsáveis sindicais, nomeadamente das centrais espanholas UGT e CCOO. Só a unidade e a luita operárias poderám garantir um futuro laboral digno às nossas filhas e aos nossos filhos.

Assembleia Comarcal de NÓS-Unidade Popular na Terra de Trasancos
Ferrol, 30 de Setembro de 2004

 

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