Vizinhança e ambientalistas contra as agressons de FENOSA aos rios galegos

25 de Agosto de 2004

Nas últimas semanas venhem-se sucedendo iniciativas populares de denúncia dos projectos que FENOSA, com o apoio institucional da Junta da Galiza, está a acometer em diversos rios galegos. O passado dia 7 de Agosto foi a vila portuguesa de Melgaço a que registou umha mobilizaçom galego-portuguesa contra as três novas barragens previstas no rio Minho. A iniciativa foi da Plataforma Cívica pola Defesa do Minho, em que está integrada a nossa esquerda independentista através de NÓS-Unidade Popular.

Relatórios negativos como o de 1992, que considerara inviável ambientalmente a barragem do Sela, nom fijo reflectir o grande capital, que contraataca com três novas centrais hidroeléctricas no principal rio galego. Centenas de galeg@s e portugueses/as participárom na marcha de Melgaço contra as barragens no Minho.

Mas também Palas de Rei registou umha multitudinária manifestaçom no pasado 22 de Agosto, convocada pola Plataforma pola Defesa do Alto Ulha sob a legenda "Em defesa do rio Ulha e de todos os rios da Galiza".

A geraçom de mais e mais energia para a exportaçom está a ameaçar seriamente os principais rios galegos, entre eles o Ulha, o Minho, o Lérez, o Úmia, o Sil e o Návia. Se a isso acrescentarmos a actividade de centrais termoeléctricas como a das Pontes ou a de Meirama em terra firme, comprovamos o papel de simples abastecedora, à margem de qualquer controlo ambiental, que o capital espanhol reserva à nossa Naçom em matéria energética.

A Plataforma em Defesa do Rio Ulha ameaçou com denunciar em Bruxelas a tentativa de FENOSA de construir a barragem de Frádegas, no Ulha; um projecto que atingiria os concelhos de Palas de Rei, Antas de Ulha e Agolada. Da citada Plataforma exige-se à Junta da Galiza que exerça de Administraçom pública defendendo os bens naturais públicos frente às operaçons especulativas e depredadoras de multinacionais como FENOSA.

As entidades envolvidas na luita em defesa dos rios galegos trabalham na coordenaçom que lhes garanta a necessária dimensom nacional.

 

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