Francisco Vasques volta a atacar os direitos lingüísticos dos galegos e as galegas

28 de Outubro de 2004

O presidente da Cámara da Corunha, Francisco Vasques, voltou à ofensiva directa contra os direitos lingüísticos dos galegos e as galegas, apresentando a tentativa de espanholizar definitiva e legalmente o topónimo que dá nome ao Concelho da Corunha.

Com apoio na nova Lei espanhola de Grandes Cidades, o regedor corunhês pretende aprovar por maioria absoluta umha mudança de nome que, como no franquismo, converta em oficial o nome espanholizado do concelho do Noroeste galego. Com grandes doses de cinismo, Vasques afirmou que umha vez oficializada a forma espanholizada, no termo municipal da Corunha "os nomes da cidade em castelhano ou galego poderám ser usados conjunta ou indistintamente sem qualquer impedimento" e que "a Cámara os utilizará conjuntamente". A realidade é que o Governo municipal que preside Vasques impom o uso exclusivo da forma espanholizada, mesmo desobedecendo sentenças judiciais que até agora requeriam o uso da única forma legalmente reconhecida, a que inclui a forma galega do artigo precedendo o topónimo.

Nom estamos, portanto, ante o primeiro ataque à nossa língua do máximo representante da linha mais abertamente espanholista no seio do PSOE na Galiza. A de Vasques é umha já dilatada trajectória de ataques continuados e de exclusom sistemática da nossa língua da documentaçom, rotulaçom e declaraçons públicas emitidas pola instituiçom municipal que preside. Além disso, Francisco Vasques ataca continuamente os nacionalismos periféricos, reclamando a espanholidade da Galiza e manifestando abertamente o seu desprezo pola identidade e a língua nacional do nosso povo.

A gravidade do assunto fica na impunidade com que o ultra-católico e espanholista Francisco Vasques actua, e que agora pode dar-lhe oportunidade de saltar por cima da Lei de Normalizaçom Lingüística para atingir o seu sonho de umha Corunha definitivamente espanholizada.

:: Oferecemos a seguir o artigo de opiniom que sobre o tema foi publicado por Vieiros, da autoria de Maurício Castro.

 

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