Centenas de milhares de pessoas apoiam a Revoluçom Bolivariana nas ruas de Caracas

10 de Agosto de 2004

A poucos dias do referendo que decidirá no dia 15 a continuidade do Governo presidido por Chaves, centenas de milhares de pessoas vindas de todos os estados da Venezuela cruzárom Caracas de leste a oeste, até se concentrarem na Avenida Bolívar.

Em contraste, a "Marcha das Tochas e Bandeiras", convocada para sexta-feira (dia 6) pola autodenominada "Coordenadora Democrática", contrarrevolucionária, reuniu, segundo o diário anti-chavista El Mundo, "centenas de pessoas". O sentido da marcha foi contrário ao dos chavistas, do oeste para o leste, já que é nessa área de Caracas que ficam os bairros mais ricos. Ontem, a Coordenadora fijo manifestaçons descentralizadas na Zona Leste da capital e em cidades do interior do país.

Multitude vermelha

Os manifestantes da marcha chavista levavam roupas vermelhas e exibiam nos cartazes a palavra "No" ("Nom"), orientando o voto no referendo do dia 15, em que o "Nom" significa que Chávez terá o direito de concluir o seu mandato - que se encerra em 2006.

O referendo de domingo que vem, inédito na América, foi introduzido na legislaçom venezuelana pola Constituinte de 1999, sob hegemonia das forças pró-Chávez. Transformada em principal palavra-de-ordem da oposiçom conservadora, depois do fracasso de suas tentativas de golpe, pode reservar-lhe mais umha derrota. O país permanece altamente polarizado entre adeptos e opositores da revoluçom bolivariana.

Chávez e as pesquisas

Chávez foi o orador principal da manifestaçom e também mencionou o favoritismo do "Nom" nas pesquisas. "Todas as pesquisas dim que Chávez ganha, até os gringos o asseguram", comemorou. "Vamos bater recordes de votaçom no próximo domingo e vamos demonstrar o quanto o nosso povo está hoje politizado e consciente", agregou, referindo-se ao instituto estado-unidense North American Opinion Research, que na sexta-feira antecipou uma vitória do "Nom" por 63% a 32%.

A verdade porém é que há pesquisas na Venezuela para todos os gostos. O Instituto Mercanálisis indicou umha vitória do "Sim" com mais de 20 pontos de vantagem (54% a 33%).

Umha semana de "ataque final"

O presidente bolivariano anunciou que a partir de hoje começa umha nova etapa "da nossa batalha". E propujo "um ataque final com todas as forças populares", em todas as direcçons mas "com muita inteligência e sem perder a calma". Alertou também contra o "triunfalismo" e pediu vigilância contra possíveis "sabotagens" da oposiçom. Umha ala desta parece inclinada a acatar o resultado das urnas do dia 15, porém outra voltou a pregar abertamente a violência, a exemplo do ex-presidente Carlos Andrés Perez — o CAP. O resultado será anunciado na noite do próprio domingo.

Mais de 14 milhons de venezuelanos estám aptos a votar e prevê-se um grande comparecimento. Polas regras do referendo, o presidente perderá o seu mandato caso os votos no "Sim" superarem aqueles no "Nom" e suplantarem também cifra de 3,6 milhons, número dos votos que Chávez obtivo nas eleiçons de 2000. Esta será a sétima vez que os venezuelanos comparecerám às urnas na era Chávez, iniciada em 1998.

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