NÓS-UP chama a participar nos actos feministas do Dia contra a violência machista

12 de Novembro de 2004

A esquerda independentista participará nos actos reivindicativos convocados polas entidades feministas galegas para o 25 de Novembro, com motivo do Dia contra a violência machista. Nesse mesmo dia, a Assembleia de Mulheres do Condado organiza, como já aconteceu nos últimos anos, umha concentraçom em Ponte Areas, diante da sede da Cámara municipal, a partir das 20:30 horas. No dia 27, a Coordenadora Galega da Marcha Mundial das Mulheres convoca a manifestaçom nacional que partirá da praça de Portugal, em Vigo, polas 18 horas.

A seguir oferecemos o manifesto difundido por NÓS-Unidade Popular com motivo da jornada de luita do 25 de Novembro, e que tiramos do seu web nacional:

25 de Novembro, Dia contra a violência machista
CONTRA A VIOLÊNCIA MACHISTA, LUITA FEMINISTA!!

A mudança de cor política no Governo espanhol, e o conjunto de medidas aprovadas tendentes à paliaçom da desigualdade entre homes e mulheres, nom deve distraer-nos da denúncia da origem da situaçom que padecemos as mulheres: o patriarcado na sua simbiose com o sistema capitalista.

As medidas postas em marcha polo governo do PSOE, -em concreto a Lei Contra a violencia de Género e as anunciadas reformas para o 2005 do Código Civil-, som parches e cosidos a umha situaçom que fai água por todas partes. O sistema económico que defende o governo espanhol necessita da opressom, exploraçom e dominaçom de mais da metade da populaçom mundial, para manter-se e perpetuar-se. Muitas vezes a morte é a consequência mais cruel e visível da violência machista, -a dia de hoje é a principal causa de mortalidade das mulheres entre os 16 e os 44 anos, tanto a nível mundial como europeu-, mas existem diversas formas de agredir, danar e humilhar. Muitas delas som legais e estam amparadas polo próprio governo espanhol. Cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia, sofremos diferentes e múltiplas agressons: quando nos acossam no trabalho, nos pagam menos que aos homens por igual trabalho; quando nom reconheçem como trabalho o desenrolado no lar (supondo este entre o 25 e 30% do PIB galego); quando nom nos deixam eleger a nossa sexualidade ou a nossa maternidade; na imagem degradante que oferecem de nós nos meios de comunicaçom, no sistema educativo que padecemos, cumplice e perpetuador do machismo, e um longo etcétera.

A aprovaçom da lei contra a violência machista e outra serie de medidas podem melhorar a situaçom daquelas mulheres que denunciam ao seu maltratador, mas nom ataca a causa polas quais os homes se consideram com direito a bater nas mulheres e desafogam nelas todo o malestar psicosocial gerado pola sociedade na que vivem. Estas medidas nom pretendem derrubar nem fazer tambalear um sistema que tem como piar básico esta desigualdade manifesta.

Por isso devemos sair este 25 de Novembro à rua a denunciar todas e cada umha destas situaçons. O Movimento Feminista Galego nom deve perder de vista esta premisa para evitar que volte a produzir-se a situaçom dos anos 80, abandonando a rua, a denúncia, a autoorganizaçom das mulheres e a mobilizaçom social, caindo na ingenuidade das promesas lançadas desde o poder, ou sendo fagocitado por este.

O PSOE pretende desmobilizar às mulheres e ao conjunto dos movimentos sociais. A luita que desenvolvimos nos últimos anos contra o terrorismo machista e toda forma de discriminaçom e sobreexploraçom, tem sido determinante para que o governo se evja obrigado a realizar reformas parciais.

Devemos seguir incidindo na denúncia das causas que provocam as agressons, as mortes, embora poidamos concordar parcialmente com algumhas das medidas propostas, jamais seram suficientes, é muito menos soluçom ao terrorismo machista. Só acabando com o patriarcado e com o capitalismo poderemos mudar a situaçom de dominaçom, exploraçom e submissom que a dia de hoje padecemos. Mantenhamos a luita organizada para avançar na nossa libertaçom


Viiva a luita feminista!
Viva Galiza Ceive, Socialista e nom patriatrcal!

Galiza, 25 de Novembro de 2004

 

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