1998: II Jornadas Independentistas Galegas. Desde a cultura, a independência

20 a 29 de Janeiro. Livraria Balteira (Compostela) e Livraria A Caixa de Pandora (Vigo)

Desde a cultura, a independência é o lema escolhido por PRIMEIRA LINHA (MLN) para organizar as II Jornadas Independentistas Galegas. A cultura na sua mais ampla dimensom é um dos elementos mais definitórios e característicos da nossa identidade nacional.

A Galiza de fim de século, que caminha para a sua liberdade, necessita de defesa diária dos seus direitos colectivos e da sua existência material polo conjunto das organizaçons do Movimento de Libertaçom Nacional frente aos intentos de destruiçom planificada que sofre por parte do imperialismo espanhol.

Num contexto caracterizado pola aceleraçom da uniformizaçom cultural espanhola, negadora da identidade cultural da nossa naçom, qual deve ser o papel da cultura na luita contra o colonialismo pola, pola democracia real, pola independência nacional, pola emancipaçom social? Achamo-nos numha situaçom de emergência, na qual o futuro do nosso idioma está seriamente ameaçado, em que por meio do Decreto de Humanidades do PP, com o apoio crítico do PSOE e da esquerda espanhola, tenta seguir negando e ocultando a nossa história, impondo-nos umha visom do nosso passado colectivo fruto da manipulaçom e dos delírios imperialistas dos herdeiros do franquismo.

Desde a esquerda revolucionária independentista consideramos que para construir este projecto político chamado Galiza, com um Estado próprio e umha socieade Socialista, é necessário dotar-se de um projecto cultural monolíngüe, de seu, novo, recolhendo e renovando a nossa tradiçom milenar, introduzindo novos valores, chegando-nos do ámbito a que pertencemos por tradiçom e passado: o mundo galego-português. Um modelo cultural baseado na democracia, no efectivo acesso das massas populares à criaçom e desfrute da cultura, na liberdade e no apoio à produçom cultural. Umha cultura crítica, alternativa, que recolha a diversidade e a pluralidade, umha cultura nacional que combata a actual adulteraçom, alienaçom, colonizaçom, das fórmulas neo-culturais do regionalismo ou da imposiçom dos modelos culturais estrangeiros.

Estas Jornadas pretendem, sabendo que a temática a trata é muito ampla e variada, abordar algumhas faces da nossa cultura nacional. Para este fim reunimos, de diversos campos e diferentes posiçons, mas todas a partir do insubornável compromisso com a nossa cultura, diferentes pessoas que nos aproximarám desse poliedro chamado cultura galega.

Aguardamos que sirvam para contribuir para o necessário debate e impulso do projecto cultural imprescindível para que o século XXI seja o século da Liberdade, da Independência e o Socialismo na Galiza.

Galiza, Janeiro de 1998

 

Programa

Compostela

Terça-feira 20 de Janeiro: O papel dos meios de comunicaçom na opressom colonial da Galiza. Margarita Ledo, Manuel Outeirinho e Pepe Carreiro

Quarta-feira 21 de Janeiro: O projecto cultural para a independência nacional. Igor Lugris, Chus Pato e Miro Villar

Quinta-feira 22 de Janeiro: A língua, alicerce da identidade nacional, arma do colonialismo. Elvira Souto, Xavier Paz Garça e Manuel Portas

Vigo

Terça-feira 27 de Janeiro: Construindo a esquerda revolucionária independentista. Maria José Branco Colaço, Joám Lois Cabreira e Eva Salgado

Quarta-feira 28 de Janeiro: O projecto cultural para a independência nacional. Igor Lugris, Antón Reixa e Miro Villar

Quinta-feira 29 de Janeiro: A língua, alicerce da identidade nacional, arma do colonialismo. Álfonso Álvarez Cáccamo, Elvira Souto, Xavier Paz Garça e Manuel Portas

 

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