Mais iniciativas feministas

25 de Novembro de 2004

A proximidade do Dia contra a violência machista leva às ruas da Galiza iniciativas de diversas entidades feministas para denunciar a situaçom social que sofrem as mulheres galegas. Assim, o colectivo de Mulheres Transgredindo realizou umha impactante representaçom dos efeitos da violência contra as mulheres, que anualmente custa a vida de várias na Galiza, além doutros efeitos dos maus tratos permanentes aplicados contra as mulheres por parte dos homens. Esta denúncia da face mais crua do patriarcado nom deixou ninguém indiferente...

Por seu turno, a Assembleia de Mulheres do Condado (AMC) convocou umha concentraçom em Ponte Areas para hoje mesmo às 20:30 horas, com participaçom de 35 mulheres. A seguir reproduzimos o manifesto feito público pola AMC:

25 de Novembro, Dia contra a violência machista

Mais um ano, as mulheres do Condado voltamos a saír à rua no dia 25 de Novembro para denunciar as múltiplas violências que sofremos.

Desde crianças, fam-nos pensar que a única violência possível é a física, -ou a verbal no melhor dos casos- mas, o que acontece com a mulher que cobra menos do que o seu compaheiro polo mesmo trabalho?; com a trabalhadora doméstica nom remunerada cujo trabalho nom só nom é reconhecido, senom que é minusvalorizado e ridicularizado?; ou com a moça que nom pode chegar a casa sozinha por temor a umha agressom?; com a adolescente que nom se decata de que o seu companheiro está abusando dela? Porque nom foi educada na igualdade?; com a rapariga que tem de pôr a ceia a seu pai e fazer a cama do seu irmao?; da mocinha que pom em perigo a sua saúde por querer estar tam magra como as top-models?; etc, etc... todas e cada umha delas sofren violência machista. Todas e cada umha de nós estamos a ser violentadas na nossa integridade e dignidade como mulheres, todos os dias do ano.

A imensa maioria dos Concelhos, das instituçons autonómicas e estatais, carece das partidas orçamentais necessárias para combater a violência machista; porém, anualmente contribui com milionárias quantidades para financiar a Igreja católica, e ano após ano incrementa os gastos militares.

Da Assambleia de Mulheres do Condado sabemos que para poder modificar esta injusta situaçom cumpre que as mulheres nos organizemos e luitemos polos nossos direitos. Sem a luita organizada nom é possivel mudar a grave situaçom que padecemos. Neste 25 de Novembro, reclamamos como medidas urgentes:

Que se fagan publicas as denúncias de maus tratos, que nom haja que esperar que sejamos assassinadas para sair na TV e nos jornais.

Que @s politic@s e cargos públicos assistam às concentraçoms que se realizam polas vítimas do terrorismo machista.

Leis que regulen o tratamento da mulher nos meios de comunicaçom.

Incremento das casas de acolhida.

Serviços jurídicos e de assessoramento gratuitos formados por mulheres.

Um ensino coeducativo.

Incluir a matéria de autoestima desde o Ensino primario.

As feministas do Condado nom esquecemos Maria do Carmo Casal e a Sara Alonso, as duas mulheres assassinadas neste ano polo terrorismo machista na Galiza. Para que nom se repita, AMC seguirá a defender e reivindicar os interesses das mulheres e luitar contra a exploraçom, dominaçom e opressom que padecemos, polo patriarcado e o capitalismo, porque queremos viver com dignidade.


 

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