Plataforma polo Nom à Constituiçom europeia fai balanço

22 de Março de 2005

A Plataforma unitária, que fijo campanha contra a Constituiçom europeia, difundiu umha valorizaçom dos resultados do referendo de 20 de Fevereiro, que aqui publicamos na íntegra.

Declaraçom da Plataforma Galega polo NOM à Constituiçom Europeia ante os resultados da campanha e do referendo no nosso país

1. Os resultados do referendo nom vinculante convocado polo Governo espanhol manifestam que a maioria do povo trabalhadore galego nom legitimou o modelo de Europa que pretende aplicar o capitalismo.

2. 56,96% de abstençom, 12,21% de votos negativos, 6,49% de votos em branco e 9.343 nulos significam que 75,66% do eleitorado da Comunidade Autonóma (1.509.465 pessoas) nom secundárom o Tratado Constitucional. Constatamos, além do mais, que o voto negativo na Galiza foi um voto fundamentalmente de esquerda, mais marcado nos núcleos urbanos e industriais (o NOM superou os 15% na Corunha, Ferrol, Vigo e Compostela), e que nom se deu o fenómeno apreciável nalgumhas partes do Estado em que o voto da ultradireita tivo um peso significativo. Importantes núcleos obreiros e certos sectores intelectuais do nosso país manifestárom umha firme postura anti-imperialista e de classe emitindo o voto NOM. Neste senso, há que valorizar positivamente o rejeitamento expresso das direcçons da CIG e a CUT, se bem a direcçom da CIG fijo finalmente parte da indefiniçom do BNG.

3. Contodo, temos de reconhecer que o objectivo de obtermos na Galiza umha percentagem de voto negativo superior à média estatal nom só nom se atingiu, como finalmente ficou 5 pontos por baixo dela. O responsável principal por este acontecimento é o BNG, que a seguir de muitos titubeios (sim, nom, sim, nom, sim...) tomou a decisom de promover umha campanha em que o NOM era umha simples recomendaçom, nem sequer secundada por todos os sectores que o conformam, que mesmo promovêrom abertamente o SIM. Esta atitude deu como resultado que nos concelhos onde o BNG governa com maioria absoluta a vitória do SIM fosse esmagadora. O caso singular de Alhariz, onde o NOM superou os 23%, demonstra que umha posiçom firme por parte do BNG teria permitido um resultado muito melhor no conjunto do território galego. De outra parte, o facto de o BNG e EU-IU terem deixado de parte a rua, espaço prioritário e insubstituível de intervençom social, e se terem recusado a integrar o movimento de luita unitário contra a Constituiçom Europeia, contribuiu para enfraquecer a necessária resposta popular. E há que assinalar também a parte de responsabilidade que corresponde às burocracias sindicais de CCOO e UGT, ao decidirem apoiar o Tratado Constitucional, actuando desta maneira contra os intersses da classe trabalhadora.

4. A Uniom Europeia é a organizaçom da burguesia (ou burguesias) para melhor gerir os seus interesses nesta regiom económica, mas tampouco podemos dizer que isso nom vai connosco, pois a cada vez maior ordenaçom sócio-económica que a Uniom Europeia realiza sobre todos os territórios e populaçons envolvidos repercute de forma directa nas nossas vidas. Assim, a luita contra este processo de convergência europeia, capitalista e imperialista, tem de continuar no posterior contra as suas manifestaçons concretas.

5. O balanço do trabalho da Plataforma é positivo. Fijo-se um importante esforço, tentando chamar a atençom, de todos os pontos de vista, sobre a necessidade de rejeitar o Tratado Constitucional. Nom foi nada doado: o boicote de todos os meios de comunicaçom aos nossos actos foi flagrante, a manipulaçom e a desinformaçom conscientes por parte dos principais partidos do regime fôrom umha constante durante a campanha toda. Porém, realizamos umha prática de trabalho conjunto que fijo possível a apariçom de um referente claro contra a Constituiçom Europeia, frente à inconseqüência e inoperáncia do nacionalismo e da esquerda institucionais.

6. Por último, cumpre insistirmos em que a maioria do povo trabalhador galego nom legitimou este Tratado e o voto NOM foi no nosso país um voto fundamentalmente popular e de esquerda, apoiado ainda por certos sectores intelectuais. Estes dados constatam a existência de um espaço social e político para a construçom de um referente anticapitalista e anti-imperialista.
Galiza, 14 de Março de 2005

 

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