Repsol provoca atentado ambiental na costa da Corunha

22 de Janeiro de 2005

A companhia multinacional petroleira Repsol despejou ontem 1.000 litros de gasóleo no rio corunhês de Napal, indo parar à praia de Bens. Este novo atentado vem somar-se aos contínuos "incidentes" por parte de refinarias e buques, que suponhem quase 80% dos hidrocarburos deitados às costas da Galiza anualmente, correspondendo os restantes 12% às grandes marés negras que castigam o nosso litoral periodicamente.

Desta vez, Repsol atribuiu o acontecimento a umha falha numha válvula da conduta de transporte de fuel. Seja como fosse, o certo é que a praia de Bens ficou coberta de fuel, atingindo os bancos percebeiros do Portinho e Suevos, que tivérom de ser fechados indefinidamente por parte da Junta da Galiza.

A praia de Bens está inutilizável para o banho desde que a refinaria foi instalada, na década de 60 do século passado, e o derrame actual só veu agravar a situaçom numha zona altamente degradada por todo o tipo de contaminaçom proveniente de esgotos, lixo, fuelóleo, etc.

A zona afectada é polos vistos responsabilidade do Governo espanhol, ficando fora da competência da Junta da Galiza. A Administraçom espanhola nom se pronunciou sobre o pedido de responsabilidades à multinacional petrolífera, o que fai temer que, umha vez que a notícia seja esquecida, Repsol fique impune novamente após semelhante atentado à economia e o ambiente do litoral galego. De facto, um responsável municipal corunhês adiantou que, de haver sançom, poderia ser de 6.000 euros. Como se vê, destruir o meio natural galego sai barato às multinacionais espanholas.

De resto, este novo ataque demonstrou mais umha vez a carência de previsom ante contingências semelhantes, ao nom existir nengum plano de actuaçom imediata, o que permitiu que toda a zona da praia de Bens fosse atingida polo hidrocarburo derramado.

 

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A camada amarela mostra o estado em que ficou a costa de Bens após o derrame da multinacional petrolífera espanhola