CCOO e UGT assinam reduçom de salários proposta polo Patronato espanhol

5 de Março de 2005

A seguir do vergonhoso papel que já jogárom durante a recente campanha do referendo sobre a Constituiçom europeia, que apoiárom incondicionalmente, os dous principais sindicatos espanhóis acabárom de assinar a renovaçom do chamado Acordo Interconfederal de Negociaçom Colectiva, feito à medida dos interesses do empresariado espanhol graças ao colaboracionismo das burocracias sindicais.

Entre as medidas consensualizadas, salienta a chamada "moderaçom salarial", eufemismo com que José María Cuevas (CEOE), Jesús Bárcenas (CEPYME), Cándido Méndez (UGT) e José María Fidalgo (CCOO) denominam umha nova volta de porca contra os interesses da maioria social dos povos do Estado. Os quatro concordárom em ratificar a aposta por umha maior "flexibilidade para regular as condiçons laborais", no acto de assinatura do que é quarto acordo anual consecutivo, em que o líder dos patrons espanhóis, José María Cuevas, afirmou que o pacto "encauçará e orientará a negociaçom colectiva", para afrontar "com melhores condiçons" a situaçom de "incerteza". Nom concretizou para quem serám essas "melhores condiçons", mas medidas como o recorte aos salários dam indícios claros, nomeadamente ao vermos que se exclui qualquer obrigaçom para controlar os rendimentos e lucros empresariais à custa do trabalho roubado à classe operária anos após ano.

Quanto à Galiza, as medidas assinadas em Madrid serám aplicadas pola Confederaçom de Empresários da Galiza (CEG) e as centrais sindicais espanholas, CCOO e UGT, enquanto a CIG rejeitou um acordo que prejudica os já suficientemente espezinhados direitos da classe trabalhadora galega, em lugar de assumir compromissos frente à crescente precariedade laboral existente na nossa naçom. De ser aplicado o acordo espanhol, o poder aquisitivo dos trabalhadores e trabalhadoras galegas continuará a diminuir de ano para ano, contando tal agressom com a bençom nom só do Patronato, mas também dos sindicatos maioritários.

 

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Fidalgo (CCOO) e Cuevas (CEOE) gostárom imenso de um acordo assinado de costas à classe trabalhadora e aos povos submetidos ao capitalismo espanhol