Resistência chechena anuncia "nova fase" na guerra de libertaçom nacional

9 de Março de 2005

A morte do presidente checheno vítima de um operativo russo para eliminar a dirigência reconhecida polo povo caucásico frente ao Governo fantoche imposto por Moscovo marca umha nova fase no histórico confronto entre o imperialismo russo e as forças patrióticas chechenas.

Num comunicado difundido polas forças de libertaçom nacional chechenas, afirma-se que "ao assassinar Maskhadov, o Kremlin matou a derradeira esperança de aqueles chechenos que apesar de todo acreditavam no dito "direito internacional" e nas formas civilizadas de diálogo com o regime terrorista de Moscovo" (...) "Agora nom haverá acordo para pôr fim à guerra, que apenas findará quando for destruído o regime que gera e alimenta a agressom militar contra o Estado checheno e o terror contra os mussulmanos do Cáucaso".

Aslan Maskhadov morreu ontem durante um operativo das forças de ocupaçom russas na localidade de Tolstoi-Yurt, quinze quilómetros a Norte de Grozni, capital da Chechénia. Tal como lembra a resistência no seu comunicado, Maskhadov nom é o primeiro presidente a morrer na defesa da independência chechena, mas sim "o primeiro assassinado de maneira demonstrativa em resposta a umha mao de paz estendida, e o derradeiro que estende essa mao".

Com efeito, no mês de Janeiro, Maskhadov, presidente legítimo checheno desde 1997, ordenou um cessar-fogo unilateral da resistência que permitisse o começo de um processo negociador com a Rússia de Putin. Este contestou com um rejeitamento e acusaçons de "manobra propagandística", reiterando que a única possibilidade aberta para os que chama de "ladrons chechenos" é a rendiçom incondicional, opçom impossível para um povo que leva séculos de luita pola independência nacional frente ao imperialismo russo.

A liquidaçom física da opçom chechena mais proclive a umha possível negociaçom da paz em termos de reconhecimento da soberania nacional e mais laicista, abre as portas a um recrudescimento do conflito com o reforçamento das posiçons mais extremas na resistência. A agressom russa já custou a destruiçom do país caucásico, com centenas de milhares de mortes, assassínios massivos de populaçom civil, torturas e outras atrocidades permitidas pola chamada "comunidade internacional".

Porém, e apesar da política genocida do imperialismo russo, a resistência histórica das forças patrióticas chechenas continua.

 

Voltar à página principal

 

 

Vista aérea dos restos da capital chechena, completamente destruída polas forças de ocupaçom russas
Outra imagem do estado actual de Grozni, reduzido a cinzas pola barbárie russa